SAYUL_BRAZIL
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4 Jan 2021
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TradeKorea - https://www.tradekorea.com/main.do

궁중문화축전 - https://www.chf.or.kr/fest

브라질 재외한국문화원 - http://brazil.korean-culture.org/pt

외교부 독도 - https://dokdo.mofa.go.kr/pt/

주 브라질 대한민국 대사관 - http://overseas.mofa.go.kr/br-pt/index.do

Bri
30 Jan 2023
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Topic: Dialetos coreanos

Writers: Brazil Team Brasília 



Dialetos coreanos

Vários dialetos coreanos são falados na Península Coreana. A península é extremamente montanhosa e o "território" de cada dialeto corresponde intimamente às fronteiras naturais entre as diferentes regiões geográficas da Coreia. A maioria dos dialetos tem o nome de uma das oito províncias tradicionais do país. Um é suficientemente distinto dos outros para ser considerado um idioma separado, o idioma Jeju.


Áreas de dialeto

A Coreia é um país montanhoso, e essa pode ser a principal razão pela qual o coreano é dividido em vários pequenos dialetos locais. Uma análise estatística recente desses dialetos sugere que a estrutura hierárquica dentro desses dialetos é altamente incerta, o que significa que não há evidência quantitativa para apoiar uma relação semelhante a uma árvore genealógica entre eles.

Alguns pesquisadores classificam os dialetos coreanos em dialetos ocidentais e orientais. Comparados com o coreano médio, os dialetos ocidentais preservaram as vogais longas, enquanto os dialetos orientais preservaram os tons ou o acento tonal. O idioma Jeju e alguns dialetos norte-coreanos não fazem distinção entre comprimento ou tom da vogal.  Mas o dialeto do sudeste e o dialeto do nordeste podem não estar intimamente relacionados entre si genealogicamente.

Existem poucas demarcações claras, de modo que a classificação do dialeto é necessariamente arbitrária até certo ponto. Uma classificação comum, originalmente introduzida por Shinpei Ogura em 1944 e ajustada por autores posteriores, identifica seis áreas dialetais.

Hamgyŏng (Nordeste)

É falado nas províncias de Hamgyong Norte, Hamgyong Sul e na província de Ryanggang, na Coreia do Norte, bem como em Jilin e Heilongjiang, no Nordeste da China, Rússia, Uzbequistão, e Cazaquistão, em comunidades formadas nestes países após à diáspora coreana. As características do Hamgyŏng incluem um acento tônico estreitamente alinhado ao utilizado no antigo Coreano Médio, palatalização extensa, metafonia, preservação das consoantes intervocais anteriores ao Coreano Médio, sufixos verbais distintos e uma regra sintática incomum na qual as partículas negativas intervêm entre o verbo auxiliar e o verbo principal.

No final do século XIX e início do século XX, em resposta às más colheitas e à anexação japonesa da Coreia, muitos coreanos, incluindo falantes do dialeto Hamgyŏng, migraram das partes norte da península coreana para o leste da Manchúria (agora Nordeste da China) e para o sul do Krai do Litoral, no Extremo Oriente Russo. Os descendentes desses imigrantes na Manchúria continuam a falar, ler e escrever variedades da língua coreana enquanto vivem na China. Além disso, na década de 1930, Stalin deportou à força toda a população coreana do Extremo Oriente Russo para a Ásia Central soviética, particularmente o Uzbequistão e o Cazaquistão.

Há pequenas comunidades coreanas espalhadas pela Ásia Central mantendo variações de coreano, conhecidas coletivamente como Koryo-mar, mas tais variações estão sob forte pressão dos idiomas locais e do coreano padrão de Seul. Atualmente, as formas mais conservadoras do dialeto Hamgyŏng são faladas nas comunidades coreanas da Ásia Central, considerando que a falta de vitalidade do idioma coreano ali colocou um fim à mudança natural do idioma. Dentre as comunidades onde o Hamgyŏng continua sendo amplamente falado, o dialeto falado em Jilin e em Heilongjiang é mais conservador do que o dialeto norte-coreano moderno, já que este último tem estado sob grande pressão do idioma padrão norte-coreano, imposto pelo Estado desde os anos 60.

Fonologia

Tal qual o dialeto Gyeongsang do sudeste, mas diferente de outros dialetos coreanos, o dialeto Hamgyŏng tem um sistema distinto de acento de tom alto-baixo usado para distinguir o que de outra forma seriam homófonos. Pares de mínimo de acento tônico não têm tom isolado, somente na presença de uma partícula ou cópula. Por exemplo, a palavra 배 (bae) - homófono no dialeto coreano padrão sem tom de Seul - pode significar tanto "pêra" quanto "barriga" em Hamgyŏng também, desde que a palavra exista isoladamente. Quando anexado ao marcador temático 는 (neun), "pêra" é falado como bae-neún, com um tom alto na segunda sílaba, enquanto a palavra "barriga" é pronunciada como báe-neun, com tom alto na primeira sílaba. Ao contrário dos tons no dialeto de Gyeongsang, os tons no dialeto de Hamgyŏng são reflexos regulares de tons do Coreano Médio do século XV. Os tons altos e os tons ascendentes do Coreano Médio se tornaram o tom alto Hamgyŏng, e o tom baixo do Coreano Médio se tornou o tom baixo no dialeto de Hamgyŏng.

Gramática

Assim como todas as outras variações da língua coreana, partículas de casos gramaticais são ligadas aos substantivos.

A maioria das análises feitas do dialeto Hamgyong identifica três níveis de formalidade e deferência da fala para com o destinatário, que são marcados por sufixos de final de frase, como em outros dialetos coreanos. Alguns dos terminadores verbais mais distintos desse dialeto incluem "지비" (jibi), um sufixo casual que elicita confirmação ou concordância; o sufixo formal "우/수다" (u/usuda) e o sufixo de nível neutro "수다/슴메" (suda/seumme), sendo que ambos podem ser usados, dependendo da entonação, para estados declarativos, interrogativos e imperativos; e o sufixo propositivo de nível neutro ㅂ세 (~bse). Os sufixos de nível informal são idênticos aos sufixos coreanos.

Também há a partícula negativa no dialeto de Hamgyŏng, como 아이 (ai), "não" e 못 (mot) 'não poder', que aparecem entre o verbo principal e o auxiliar, ao contrário de outras variedades coreanas - exceto o dialeto Yukjin, também falado em Hamgyŏng - onde a partícula ou precede o verbo principal ou segue o auxiliar.


Pyongan (Noroeste)

Falado em Pyongyang, na província de Pyongan, na de Chagang e na província de Liaoning, na China, é considerado uma das bases da linguagem padrão da Coreia do Norte.

Pronúncia

Vogais: é utilizado um sistema de oito vogais: 아, 어, 오, 우, 으, 이, 에 e 애. O som de 어 é muito próximo do som de 오, quando comparamos com outros dialetos da língua coreana. 으 tem a pronúncia mais próxima de [i] do que de [ɨ] - 그렇다, por exemplo, é pronunciado como 기렇다. Entretanto, o oposto acontece quando é seguido de ㅅ, a palatalização que ocorre nos outros dialetos ao pronunciar 시 não ocorre no dialeto de Pyongan - 싫다, por exemplo, vira 슳다. Existem muitas características que diferenciam a pronúncia das palavras dos dialetos do sudoeste e os dialetos do interior, por exemplo. Além disso, 위, 왜, 워 e 와 são pronunciados de forma parecida com 야, 여, 요 e 유.

Palatalização: a consoante ㄷ e as consoantes ㄱ e ㅎ, quando na primeira sílaba, não são palatalizadas no dialeto de Pyongan - por exemplo, 뎡거댱 é pronunciada como [chyŏnggŏjyang] e 정거장, como [chŏgŏjang]. Palavras sino-coreanas iniciadas com ㄴ são pronunciadas com som de ㄹ.

Conjugação: raízes dos verbos irregulares com ㄷ, ㅂ e ㅅ utilizam ambas as formas. Por exemplo, verbo 듣다, ouvir, utiliza tanto a forma 드드니 quanto 들으니.

Dialetos centrais

Normalmente dividido ao longo das fronteiras provinciais:

Dialeto de Gyeonggi

Também chamado de "dialeto de Seul", é falado na província de Gyeonggi, onde ficam as cidades de Seul e Incheon, bem como no sudeste da cidade de Kaesong e nas províncias de Kaepung e de Changpung, na Coreia do Norte, e também por falantes de coreano fora da Coreia. É a base da linguagem padrão para a Coreia do Sul, sendo cada vez mais usado em contextos on-line, levando a maioria dos jovens sul-coreanos a utilizar este dialeto, independentemente de sua região; é esperado que o uso dos canais de comunicação online leve a um maior uso do dialeto Gyeonggi, ao invés dos dialetos regionais distintos.

Pronúncia

As vogais 에 e 애 acabam sendo mescladas entre si, dentre os falantes mais jovens, e o tamanho da pronúncia da vogal não é diferenciado. Entre os falantes jovens da língua ou em contextos informais, as posposições 도, 로 e 고 muitas vezes acabam sendo pronunciadas como 두, 루, 구, e o 요, da conjugação verbal, muitas vezes é pronunciado como 여 na internet ou em situações informais. Além disso, os falantes desse dialeto costumam terminar frases interrogativas com 냐

Em uma pesquisa feita em 2013 por Kang Yoon-jung e Han Sung-woo, que comparou gravações de voz de falantes desse dialeto entre 1935 e 2005, foi concluído que, nos anos mais recentes, as consoantes básicas ㅂ, ㅈ, ㄷ e ㄱ, as consoantes aspiradas ㅍ, ㅊ, ㅌ e ㅋ e as consoantes tensionadas ㅃ, ㅉ, ㄸ e ㄲ estavam mudando de uma distinção por meio do tempo de início da voz para uma mudança de tom, sugerindo que o dialeto de Gyeonggi está passando por um processo de tonogênese.[7] Kim Mi-Ryoung afirma que essas mudanças de som ainda mostram que existem variações entre diferentes falantes do dialeto[8] e Cho Sung-hye, ao examinar 141 falantes deste dialeto, concluiu que essas mudanças de tom foram iniciadas com mulheres nascidas na década de 50 e afeta quase todos nascidos na década de 90.[9] Entretanto, Choi Ji-youn, em uma pesquisa de 2020, discorda que esse processo de distinção das consoantes por meio do tempo de início da voz ocorra por conta de uma tonogênese, mas sim por conta de uma mudança condicionada prosódicamente.

Variações de sotaque

O sotaque de Seul pode ser dividido em três variações: conservativa, geral e modificada. A forma conservatida é geralmente utilizada por falantes que tenham nascido ou vivido em Seul antes da industrialização, nos anos 70. Para algumas pessoas, esse sotaque pode parecer com o sotaque norte-coreano. Gravações antigas de programas de televisão e de jornais podem ser exemplos desse sotaque.

A forma geral pode ser encontrada em falas de praticamente todos os âncoras de jornais nos dias atuais. Pode-se considerar que essa variação está entre a forma conservativa e a modificada. É frequentemente utilizada para gravações de áudio para provas de audição de língua coreana para estudantes do Ensino Médio e é considerada a forma padrão do sotaque sul-coreano. Tendo isso em vista, é considerado que âncoras de jornais e repórteres que falam e dominam essa variação para a profissão são considerados umas das pessoas mais gramaticalmente e linguisticamente precisas e eloquentes da Coreia do Sul.

Já a forma modificada é geralmente falada pelas gerações mais jovens e pessoas idosas de classe baixa na Área Metropolitana de Seul. Algumas pessoas de classes média e alta podem falar com este sotaque, devido à falta de políticas de educação "rígidas". Essa variação surgiu nos anos de 1990, e até mesmo alguns âncoras de jornal podem falar com algumas características desse sotaque hoje em dia, principalmente se estão apresentando programas de entretenimento.

A característica mais marcante dessa variação de sotaque é que o tom sobe no final de uma frase, o que muitas vezes pode incomodar os falantes do dialeto de Gyeongsang. Este fenômeno de elevação do tom ocorre devido à influência de migrantes da região de Jeolla para Seul durante a industrialização.

Dialeto de Chungcheong:

Falado na região da província de Chungcheong (Hoseo) da Coreia do Sul, incluindo a cidade metropolitana de Daejeon. Algumas partes da província de Chungcheong do Sul, incluindo Daejeon e Sejong, são classificadas como dialetos do sul, como os dialetos Jeolla e Gyeongsang.

O dialeto de Chungcheong pode ser dividido entre duas categorias: o dialeto de Chungcheong do Norte, notório pela sua similaridade com o que se fala na região de Gyeonggi, e o dialeto de Chungcheong do Sul, que é parecido com o dialeto de Jeolla. Esse dialeto é conhecido pela sua enunciação devagar, mudanças de vogais e gírias únicas. Entretanto, com a disseminação do coreano falado em Seul, muitos jovens na Província de Chungcheong, incluindo as cidades de Daejeon e Sejong, não usam ou usam muito pouco o dialeto original; a maioria dos jovens alterna entre a linguagem padrão e o dialeto, e em cidades mais próximas à Área Metropolitana de Seul, como Cheonan, o dialeto está à beira da extinção.

Atualmente, este dialeto é popularizado na mídia pelo chefe Baek Jong Won, que frequentemente faz uso deste dialeto e utiliza termos coloquiais do dialeto de Chungcheong.

Pronúncia

Vogais: similar ao dialeto de Jeolla, o dialeto de Chungcheong frequentemente transforma as vogais 야 em 여, 애 em 야, e 여 e 에 em 이. A linguista Do Suhee relata que o dialeto de Chungcheong passa por uma mudança vocálica que eleva as vogais para colocá-las mais na frente dentro da boca quando são faladas, resultando em mudanças como 아 virando 에 e 으 virando 이. Além disso, uma característica única do dialeto de Chungcheong é a mudança da vogal 요 para 유.



 Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dialetos_coreanos


Bri
30 Jan 2023
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Topic: O que é o Jang-ot?

Writer: Sandy Melo


Jang-ot

Um jang-ot (장옷/長衣; lit. 'vestido longo'), também conhecido como janot, jang-eui, jang-ui (장의/長衣), é um tipo de “Po” (termo genérico para robe tradicional) usado por mulheres do período da Dinastia Joseon como um cocar ou véu para cobrir seus rostos em meados do século XVIII. Eles eram usados principalmente por plebeus, mas não exclusivamente. Jang-ot era originalmente uma forma de po masculino (robe masculino) chamado jang-ui, que foi usado no século 15.  O jang-ui começou a ser usado pelas mulheres como um sobretudo no início de Joseon, tornando-se até um item de moda popular para mulheres de alto status. Era anteriormente um dos sobretudos femininos mais representativos; era usado como sobretudo feminino quando saíam de casa até o século XVII. 

Em geral, é amplamente conhecido como chapéu feminino, mas até o século XVIII era usado diretamente no corpo como o atual durumagi. Desde o século 18 tornou-se uma peça de vestuário usada na cabeça. A túnica longa é um pano típico de mulher para sair, e o comprimento é longo e a largura é generosa. Era feito de várias maneiras, desde roupas de peça única para o verão feitas de rami até roupas de duas camadas, acolchoadas e de algodão para o inverno. Dependendo da região ou da família, era usado como vestido de noiva em um casamento e também era usado como véu para funerais

De acordo com os princípios do Confucionismo da Dinastia Joseon, as mulheres eram obrigadas a não mostrar o rosto a homens estrangeiros, para que cobrissem seus rostos de várias maneiras enquanto saíam. O jang-ot tornou-se um cocar em meados do século 18 para esconder o rosto e a parte superior do corpo ao andar em público sob essa influência. Além do jang-ot, as mulheres também usavam duas outras formas de touca para cobrir seus rostos, dependendo de sua posição social; sseugaechima (que foi usado pela primeira vez pelas mulheres da classe alta em meados de Joseon e depois usado por todas as classes até o final do período Joseon) e o neoul.


Origens

Jang-ot era originalmente uma forma de “Po” masculino chamado jang-ui, que foi usado no século 15.  O jang-ui (장의/長衣) originou-se do Jangui chinês e compartilhava a mesma função e nome; depois, durante o período dos três reinos, através da combinação do Jangui chinês e do Jangyu coreano (長襦), foi criada uma forma de casaco que tinha suas próprias características. 


Teorias:

O Jang-ot é conhecido como roupa feminina; no entanto, existe uma teoria que diz que também era usado por homens. Nos primeiros anos do período Joseon, casacos longos semelhantes que pertenciam a homens e mulheres nas tumbas do século XVI. De acordo com isso, os homens começaram a usar jang-ot nos primeiros anos do período Joseon como um agasalho para adicionar uma camada extra às suas roupas. Logo, as mulheres começaram a usá-los também, e o jang-ot cresceu em popularidade entre elas até ser usado exclusivamente por mulheres pelo em Joseon.

A outra teoria afirma que, inicialmente, o jang-ot era uma roupa feminina por causa das várias características únicas que só são vistas em vestimentas femininas. Em primeiro lugar, a parte da frente é mais larga e mais comprida do que a dos homens, para que uma saia grande possa caber por baixo. Em segundo lugar, os punhos brancos no final das mangas foram arregaçados; geralmente, em casacos masculinos, as mangas não eram dobradas e os punhos não eram brancos. Em terceiro lugar, não há registro em pinturas de tais roupas masculinas, e no caso das sepulturas do século 16, jang-ot foi usado como sudário apenas por mulheres falecidas, não por homens.


Características

O jang-ot é semelhante ao durumagi, ou a jaqueta externa de um hanbok. A diferença é que um jang-ot tem uma gola (git) e uma fita para amarrar (goreum).

Jang-ot parece um casaco comprido com suas duas mangas e golas. Possui gola externa e interna, a externa é colorida, enquanto a interna é branca. Eles são largos e retos, são chamados de mokpangit (목판깃) e têm uma forma geral quadrada. Das golas vem para ambos os lados duas ou mais fitas, principalmente vermelhas ou roxas, pelas quais a touca pode ser agarrada. As mangas têm a mesma largura do ombro ao pulso e tem um punho branco, chamado geodeulji (거들지 巨等乙只) no final delas, que é usado enrolado. Uma das principais características do Jang-ot é o mu (무) um tecido de cor diferente em forma de trapézio, que fica sob a região das axilas. O objetivo do mu (무) era facilitar os movimentos, mesmo para usá-los como ornamento de cabeça. Eles não mudaram o processo de fabricação e mantiveram esse elemento até o final de Joseon. O painel frontal e traseiro eram longos e foram feitos de modo que a largura se expandisse até a parte inferior. Era uma roupa bastante grande durante o século 16, mas a partir de meados do século 17 os chapéus tornaram-se mais curtos e estreitos, portanto, mais elegantes.


Cores e materiais:

As cores mais utilizadas eram, principalmente, as rosa, roxo, verde, índigo, verde jade e preto. O tecido variava de estação para estação, eles usavam seda cru , seda pura e pano de rami. No entanto, em Joseon, eles os faziam principalmente com algodão ou seda, com um corante vermelho no forro e verde para o vestido.


Modo de usar

Antes do século 18, a peça de vestuário era usada diretamente no corpo como durumagi, mas desde então passou a ser usada no corpo ou na cabeça. Jang-ot é a roupa típica das mulheres para cobrir o rosto ao sair e o tipo de capa mais usado também. Tem variações sazonais feitas de diferentes materiais, como camadas simples feitas de rami no verão e roupas acolchoadas de duas camadas feitas com algodão para o inverno. Dependendo da região ou da família, também era usado como roupa de noiva ou suui (수의 襚衣), um véu usado pela pessoa falecida.

O jang-ot deve ser colocado na cabeça, revelando apenas o rosto. Pelas golas do casaco, as fitas sob o queixo ou botões devem ser usadas para apertá-los. Ao trabalhar ou no caso de idosos, eles dobravam o gorro e os carregavam na cabeça ou nos ombros.


  Jang-ot vestido sobre a cabeça

  Jang-ot vestido sobre os ombros


Significado

O confucionismo cresceu e tornou-se cada vez mais influente na península coreana e na época da Dinastia Joseon, tornou-se a principal ideologia da dinastia. A ideologia ética confucionista disciplinava o sistema social daquele período. Um de seus principais princípios era que homens e mulheres não podem se encontrar depois dos sete anos de idade. As mulheres só podiam mostrar seus rostos para a família e usavam diferentes coberturas faciais como resultado. Os adereços utilizados também diferenciavam as mulheres por sua posição: o neoul era usado pelas mulheres na corte; sseugaechima era usado pela classe yangban e jang-ot era usado principalmente pelos jungins e plebeus. Essa divisão não era estritamente regulamentada na época de  Joseon, tanto a classe alta quanto a média usavam jang-ot sem qualquer classificação.

A popularização do jang-ot sobre outras peças se deu graças à mudança dos meios de transporte. Durante o início de Joseon, as mulheres montavam principalmente cavalos enquanto usavam neoul na cabeça e jang-ot como casaco. No entanto, ao usar gama (가마 有屋轎) – uma carruagem menor – como meio de transporte, era mais confortável usar apenas jang-ot, pois era difícil entrar na carruagem com o neoul ligado.

Bri
23 Jan 2023
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1. Topic: O que é o Museu Nacional do Hangeul?
2. Writer: Sayul Brazil Team

This is a test.

O Museu Nacional do Hangeul (em coreano: 국립한글박물관 ) foi estabelecido em 9 de outubro de 2014 no distrito de Yongsan, em Seul (Coreia do Sul), perto do Museu Nacional da Coreia. A inauguração foi feita no dia 9 de outubro, pois esse é o dia nacional do Hangeul no país. 

Ocupando mais de 11.322 metros quadrados, mostra o contexto cultural e político, a estrutura linguística e a evolução do sistema de caracteres alfabéticos coreano conhecido como Hangul por meio de exposições, atividades de pesquisa e educação. 

O museu tem um subsolo com um auditório e três níveis térreos com salas de aula, biblioteca, sala de exposições permanentes, sala de exposições especiais 3 , bem como um Centro de Aprendizagem Hangeul e um Museu Infantil com um parque infantil Hangeul.

Há muitos textos em inglês para falantes não coreanos, além de jogos interativos e exibições audiovisuais, destacando elementos de Hangeul e fornecendo habilidades básicas de leitura e escrita.  


Sobre Hangeul

Hunminjeongeum: 

“Hunminjeongeum” é o nome original de Hangeul. Há o primeiro registro sobre Hunminjeongeum no livro Sejong Shilok, que foi documentado no décimo segundo mês do calendário lunar em 1443: “Este mês o Rei criou as vinte e oito letras da linguagem escrita de Joseon… ”” 


Hangeul: 

Quando “Hunminjeongeum” começou a ser chamado de “Hangeul”? Embora possa haver algumas disputas sobre esse assunto, supõe-se que o nome “Hangeul” começou a ser usado desde o início da década de 1910, segundo registros.   


Princípio de Hangeul: 

Hunminjeongeum consiste em vinte e oito letras, que incluem cinco consoantes básicas e três vogais básicas. Entre essas letras, as cinco consoantes básicas são baseadas nas formas de seus órgãos vocais. As três vogais básicas refletem a ideia de céu, terra e humano.


Organização Do Museu

 Divisão de Planejamento e Direção Geral 

Desenvolvimento geral do museu, Planejamento geral, Planejamento e modificação de negócios Contratação de funcionários, RH, educação, folha de pagamento 

Orçamento, legislação, regulamentação, acordos, assuntos gerais 

Arquitetura, Instalações, Segurança e Proteção, Digitalização 

Dar visitas a exposições e instalações 

Supervisão de voluntários, experiência do visitante, negócios culturais

Júlia Maria
26 Oct 2022
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1. Topic: Baby’s First Birthday
2. Writer: Sayul Brazil Team
3. Short Explanation: We created a new post about the baby's first birthday culture in South Korea.

                                                     

A cerimônia sul-coreana do primeiro aniversário de uma criança

               

Doljanchi (돌잔치) é a tradição sul-coreana, originada no século 183, que consiste na comemoração do primeiro aniversário de um bebê com a realização de uma grande festa. Durante a Doljanchi, o bebê é vestido com roupas novas e um banquete é preparado1. Além de celebrar o primeiro ano de vida, também ocorre a cerimônia de Doljabi (돌잡이), que é um ritual feito com o objetivo de prever o futuro da criança².                

A celebração do primeiro aniversário é um dos eventos mais importantes para a maioria das famílias coreanas, porque acredita-se que essa tradição esteja relacionada com a saúde e felicidade da criança2, de tal modo que seria uma forma da família desejá-la uma boa saúde e longevidade³.

                        

A história do Doljanchi

                       

A tradição do Doljanchi coreano tem suas raízes no século XVIII. Antes da Coréia se tornar um país desenvolvido com assistência médica universal moderna, as crianças muitas vezes eram vítimas de doenças e fome. Em 1800, uma em cada duas crianças na Coreia do Sul morria, mesmo na década de 1950, a taxa de mortalidade infantil era cerca de 26% e muitas crianças morriam antes mesmo de completar um ano. Portanto, a conclusão do primeiro ano de uma criança era um marco importante a ser comemorado mesmo nas famílias mais humildes³.                    

Atualmente, a Coréia é um país rico, onde a taxa de mortalidade infantil caiu para 0,3%, cerca de metade da dos EUA. No entanto, a taxa de natalidade na Coréia é a mais baixa do mundo, e os pais, no nascimento da criança, se esforçam para comemorar o primeiro aniversário de seu bebê, muitas vezes reservando salões de banquete de hotel assim que a criança nasce³.

                                                

Organização da cerimônia

                     

De manhã, toda a família se reúne ao redor da mesa para a divindade da gravidez e do parto, chamada de Samsinsang (삼신상), que foi especialmente preparada para o bebê e para orar às deusas pela saúde e longevidade do bebê. Mais tarde, todos partilham o arroz e a sopa de algas.
A festa de aniversário começa com a chegada de parentes, vizinhos e amigos da família, e culmina com o evento do Doljabi, em que o bebê é incentivado a pegar um ou mais objetos dispostos sobre uma mesa, como um fio de linha, laço e flecha, livro e pincéis, arroz e dinheiro, ou tesoura e régua. Com base no item que o bebê escolhe, os pais tentam prever sua sorte¹.


Alimentos da cerimônia

                                                         

Na mesa do banquete, costuma-se haver uma grande quantidade de comidas, sendo que o macarrão, entre todas elas, é o mais importante, pois caso o mesmo seja fino e longo, significa que a criança terá longevidade em sua vida. Outro alimento importante é o Baekseolgi (백설기), uma espécie de bolo de arroz (떡) feito de pó de arroz, que simboliza a inocência e a pureza espiritual da criança. E também bolas de millet (espécie de cereal/grão) cobertas com pó de feijão vermelho, que representa proteção contra os maus espíritos e a má sorte¹.                  

Todos os alimentos são preparados pela família da criança em grande quantidade para comportar o número de convidados, os quais chegam ao evento com diversos brindes para agradar o bebê e os pais, como um prato de arroz, dinheiro, anéis de ouro, entre outros, expressando seus desejos pela felicidade do bebê no futuro¹.

                                                  

Cerimônia nos dias atuais

                    

Atualmente, a celebração do primeiro aniversário do bêbe ainda possui grande destaque, pois tal tradição remete aos ideais de prosperidade, saúde e felicidade que a família deseja que o bebê tenha posteriormente ao longo de sua vida. A mesma também é usada como recordação de um estágio importante do processo de crescimento do bebê, que se iniciará daquele momento em diante.                     

Ainda é costume a realização de uma grande festa, envolvendo a contratação de organizadores de eventos e outros serviços importantes, além da tirada de diversas fotos do bebê que passa por esta fase. Tudo, notoriamente, com bem menos formalidade comparada à celebração realizada no passado.                    

Os itens do tradicional Doljabi, cerimônia que representa a primeira escolha da fase futura da vida do bebê, anteriormente focados em enfatizar papéis de gênero, hoje são relacionados ao cunho majoritariamente profissional, com objetos que remetem a profissões de destaque da atualidade.


Sources:

¹ Baby’s First Birthday <https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/107>

² Korean Birthdays and Related Celebrations <https://overseas.mofa.go.kr/no-en/brd/m_21237/view.do?seq=79>

³ Guide to Doljanchi: Korean 1st Birthday <https://bestofkorea.com/doljanchi-korean-first-birthday>


Images:

Comemoração do dia do nascimento de um bebê de um ano.

Fonte: Wikimedia Commons

<https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Korean_culture-Doljanchi-02.jpg>


Doljanchi (돌잔치)

Fonte: Wikimedia Commons

<https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dol.jpg>


Primeiro aniversário do bebê

Fonte: Folkency, Encyclopedia of Korean Folk Culture

<https://folkency.nfm.go.kr/en/dic/5/picture/4720>



Sandy Melo
25 Oct 2022
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Hahoe Folk Village

A Vila Folclórica Hahoe (em coreano: 안동하회마을) é uma vila tradicional da Dinastia Joseon, localizada em Andong, Gyeongsangbuk-do, Coreia do Sul . O 'Ha' é a abreviação de rio e 'hoe' significa 'virar, retornar, voltar'.

A vila é uma parte valiosa da cultura coreana porque preserva a arquitetura no estilo do período Joseon, tradições folclóricas, livros e uma antiga tradição de vilas baseadas em clãs. É listado pelo governo sul-coreano com a UNESCO como Patrimônio da Humanidade com Yangdong Folk Village em 2010 e atrai cerca de 1 milhão de visitantes todos os anos. As duas aldeias possuem arquitetura tradicional bem preservada e são rodeadas por ambientes naturais  que refletem o legado dos pensamentos e princípios confucionistas. Seus moradores também mantiveram o estilo de vida confucionista e outros traços culturais do passado distante.

Origens

Fundada nos séculos 14 e 15, Hahoe é uma das aldeias históricas de clãs mais representativas da Coreia do Sul, juntamente com Yangdong. O assentamento inclui residências de famílias principais e membros do clã, academias confucionistas e pavilhões de estudo que refletem a cultura aristocrática confuncionista do início de Joseon. Dentro da aldeia, seis das 124 casas foram designadas como Tesouros Nacionais.

Ao norte da vila fica o penhasco de Buyongdae, enquanto o Monte Namsan fica ao sul. A vila está organizada em torno das diretrizes geomânticas do pungsu (feng shui coreano) e assim a vila tem a forma de uma flor de lótus ou duas formas de vírgula interligadas.

História

A origem da vila se iniciou há 600 anos atrás com os membros da família Ryu, onde vivem juntos durante este mesmo período. O clã Ryu (ou Yu em algumas transcrições) de Pungsan estabeleceu a Vila Folclórica Hahoe no século 15 durante a Dinastia Joseon e tem sido uma comunidade de um clã desde aquela época. A vila é notável porque preserva muitas de suas estruturas originais, como a escola confuciana da vila e outros edifícios, e mantém artes folclóricas como o Hahoe Mask Dance Drama ('Byeonlsin-gut'), que é um rito xamanista que homenageia a comunidade espíritos da aldeia.

A aldeia hoje é dividida em Namchon (Aldeia do Sul) e Pukchon (Aldeia do Norte) com o ramo principal do clã Pungsan Ryu, o Gyeomampa, no lado de Namchon e o ramo secundário, o Seoaepa, descendente de Ryu Seong-ryong um notável primeiro-ministro durante o reinado do rei Seonjo de Joseon no lado Bukchon. A vila ao norte contém a Mansão Yangjindang, designada como Tesouro Nº 306, e a Casa Pikchondaek, designada Material Folclórico Importante Nº 84. A vila ao sul contém a Mansão Chunghyodang, designada como Tesouro Nº 414 e a Casa Namchondaek, um Material Folclórico Importante Nº 90 Enquanto cada ramo do clã Pungsan Ryu vivia em suas respectivas mansões e laterais, hoje ambos os ramos vivem em toda a aldeia.

A vila mantém estilos arquitetônicos antigos que foram perdidos devido à rápida modernização e desenvolvimento na Coreia do Sul. Residências aristocráticas com telhado de telha e casas de empregados com telhado de palha preservam os estilos arquitetônicos da Dinastia Joseon. O Pavilhão Wonjijeongsa e a Escola Confucionista Byeongsan são duas estruturas notáveis na vila. A aldeia preservou o rito xamanista de Byeolsin-gut e preservou as máscaras Hahoe usadas na Dança da Máscara Hahoe. Outro rito ainda praticado é o Jeulbul Nori, que usa sequências de fogos de artifício disparados na base do penhasco de Buyongdae. O Santuário Yongmogak abriga a coleção de livros de Ryu Seong-ryong e inclui o Tesouro Nacional da Coreia do Sul nº 132, o Jingbirok, um livro que registra a Guerra Imjin da Coréia em 1592. O tesouro nº 160, Kunmundungok, é um registro dos acampamentos militares. Chunghyodang também possui 231 mandados reais de nomeação.

Curiosidades

A vila é  conhecida como o local de nascença dos irmãos Ryu Unryong, um grande estudioso confucionista da Dinastia Joseon; e Ryu Seongryon, que foi primeiro-ministro durante o período da  Imjinwaeran, a invasão japonesa (1592-1598).

Dentro da aldeia há uma árvore zelkova de 650 anos chamada Samsindan, que se diz ser o lar da deusa Samsin, no xamanismo coreano. Os visitantes escrevem seus desejos em pedaços de papel e os penduram ao lado da árvore.

A Rainha Elizabeth II visitou Hahoe Village em 1999. Durante sua visita, os moradores da vila prepararam uma festa para comemorar seu aniversário de 73 anos.

Bem cultural intangível

Hahoe Byeolsingut Mask Play

A peça de máscara, que foi tocada em Hahoe-ri, Pungcheon-myeon, cidade de Andong, província de Gyeongsang do Norte, é o Festival Cultural Intangível Nacional nº 69. A origem desta peça de máscara é a dança de máscara de Seonangje, que é uma vitória dramática involuntária observada em Dongje, ao contrário de Sandae Myeonghwajeon, uma peça de máscara tradicional coreana. Byeolsingut Tal Nori é uma peça de máscara que está incluída no rito geral da aldeia e é uma mistura de ritual, ópera folclórica e pantomima. 

Sunyu Line Fire

'Sunyu Line Fire' é um jogo folclórico no qual as pessoas penduram um saco cheio de pó de carvão em uma longa corda pendurada no ar e desfrutam de um evento espetacular em que as chamas pegam fogo. Na vila de Hahoe, em Andong, os aristocratas foram passear de barco com um poema e uma música sob a lua cheia em julho. Naquela época, ele gostava de derramar óleo em cascas de ovos ou pedaços de buppy e voar com um pavio, ou derrubar caules de pinheiros que haviam sido acesos em Buyongdae.

Turismo

Hahoe é famosa por seus ambientes naturais que harmonizam com sua paisagem cultural enraizada no confucionismo. Onde o rio Nakdong encontra o Monte Hwa, que se eleva 271 metros acima do nível do mar, o rio muda seu curso e se curva em torno de uma colina baixa que é a sede de Hahoe, significando a vila “na curva de um rio”. Alguns comparam a vila a uma flor de lótus flutuando na água, e outros a descrevem como semelhante a um gigantesco símbolo yin-yang (taegeuk) formado pela montanha e pelo rio.

Hahoe era acessada por uma passagem de montanha até a entrada da vila. A estrada principal que corta o aglomerado de casas leva a uma árvore zelkova de mais de 600 anos no coração da aldeia, que se diz ter sido plantada por Ryu Jong-hye, o fundador do clã Ryu de Hahoe. A estrada principal ramifica-se em várias direcções em becos que levam à ribeira ou ao campo de agricultura. Porém, desde 2021 os carrinhos de turismo estão bloqueados para entrar no local para preservar a vila.

Em Hahoe, existem 150 famílias vivendo em 127 casas. Ao contrário das casas em outras aldeias tradicionais, que invariavelmente estão voltadas para o sul ou sudeste, as casas em Hahoe não estão alinhadas para enfrentar um ponto fixo porque cada uma delas foi construída com vista para o rio que quase circunda a aldeia. A estrada principal divide Hahoe em aldeias norte e sul. Grandes residências como Yangjindang e Hwagyeongdang na vila norte e Chunghyodang e Yeomhaengdang na vila sul servem como centro de cada bairro. Casas menores com telhados de telhas ou palha que se aglomeram ao redor das residências eram as moradias de plebeus e servos na era Joseon. À primeira vista, as casas parecem ter sido construídas ao acaso, mas toda a aldeia está em excelente harmonia com o seu entorno natural, criando uma paisagem pitoresca. A vila folclórica de Hahoe está listada como patrimônio mundial desde 2010 e atrai mais de 1 milhão de visitantes por ano. 

Galeria

       


     


Source

 Let's Go Korea. 21 July 2010. ISBN 9788973750467.

 World Heritage in Korea. 19 November 2011. ISBN 9788981241773.

 Bizwire, Korea. "Andong Hahoe Folk Village Bans Entry of Tour Carts". Be Korea-savvy.

Centre, UNESCO World Heritage. "Historic Villages of Korea: Hahoe and Yangdong". UNESCO World Heritage Centre. 

 @NatGeoUK (2021-09-24). "Discover Hahoe and Yangdong, the UNESCO-listed villages in South Korea". National Geographic. 

 Hae-yeon, Kim (2021-10-14). "Tales carved in two cities". The Korea Herald. Retrieved 2021-12-09.

 "Queen Elizabeth cherishes memory of birthday party in Korea". koreatimes. 2016-06-03. Retrieved 2021-12-15.

 Koreana - Autumn 2012 (English). 30 March 2013. ISBN 9788986090635.

 Bizwire, Korea. "Andong Hahoe Folk Village Bans Entry of Tour Carts". Be Korea-savvy.

Andong Hahoe Folk Village.”About the Hahoe Folk Village”. Retrieved 05 october 2022.

Júlia Maria
17 Sep 2022
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1. Topic: The South Korean coming-of-age ceremony
2. Writer: Sayul Brazil Team
3. Short Explanation: We created a new post about the South Korean coming-of-age ceremony.


A cerimônia sul-coreana da maioridade


A cerimônia sul-coreana da maioridade masculina chamada Gwanlye (관례)  e a feminina chamada Gyerye (계례) de acordo com registros históricos, teve seu primeiro aparecimento identificado por volta do antigo período de Samhan (삼한), datado entre 75 a.C e 100 d.C.¹

Originalmente, o propósito de tal cerimônia era a celebração da chegada da idade adulta, onde o homem completaria 20 anos² e a mulher 15 anos³, ou a formação de um laço matrimonial, juntamente ao ideal de maturidade física e intelectual, seguidos pelas responsabilidades que um homem e uma mulher adultos, conforme os padrões culturais da época, deveriam assumir.¹

A cerimônia de maioridade era realizada para meninos que logo se casariam ou que atingiram a idade de vinte anos². A cerimônia de maioridade para as meninas na sociedade Joseon ocorria quando elas tinham quinze anos ou arranjavam casamento. Mesmo depois de uma cerimônia de maioridade, esperava-se que as meninas se comportassem como crianças sob os cuidados de seus pais até o casamento.³

A cerimônia era realizada aos quinze anos porque as meninas dessa idade representavam a harmonia entre o yin e o yang. Ou seja, de acordo com as crenças tradicionais coreanas, uma mulher é yin enquanto o número quinze é yang. Sob outra teoria, a cerimônia deve ser realizada para meninas de quinze anos porque a lua fica cheia no décimo quinto dia do mês pelo calendário lunar. A cerimônia de maioridade para as meninas segue quase o mesmo procedimento que a cerimônia correspondente para os meninos.³

A cerimônia em si, era composta de alguns passos que deveriam ser plenamente cumpridos conforme seu significado proposto de base confucionista.¹


Organização da cerimônia

 

1º passo - Taegil (escolha da data): A cerimônia deveria acontecer em um dia auspicioso ou, se as famílias envolvidas tivessem dificuldades em escolher tal data, em um dia do primeiro mês do ano. Se isso também fosse impossível para as famílias, eles escolheriam o primeiro dia do quarto ou do sétimo mês. Isso acontecia porque acreditavam que a cerimônia da maioridade seria o ponto de partida para que uma pessoa fizesse seu papel como um ser humano responsável.²

2º passo - Preparação: A parte mais importante da preparação era encontrar alguém para dirigir toda a cerimônia da maioridade. De acordo com os livros sobre as questões do ritual, o oficiante deveria ser escolhido dentre os amigos do neto mais velho da família, a qual pertencia a pessoa que estava completando a maioridade.²


Ordem dos eventos da cerimônia

 

1 - Entrada do Gwanja (homem jovem) e da Gyeja (mulher jovem);¹

2 - Reverência formal do Gwanja e da Gyeja para Gwanjabin (oficiante do homem jovem) e para Gyejabin (oficiante da mulher jovem).¹

3 - Vestimenta:  

a) Chogarye: Colocavam-se nos homens uma faixa de cabelo e nas mulheres, o cabelo era preso antes de colocar uma espécie de grampo de cabelo tradicional coreano, chamado de binyeo;¹

b) Jaegarye: Colocavam-se nos homens um chapéu preto feito de cânhamo e nas mulheres o binyeo;¹

c) Samgarye: Colocavam-se nos homens  um chapéu dos estudantes do confucionismo e nas  mulheres uma coroa chamada de “hwagwan”;¹

4 - Chorye: Ritual de beber licor - As boas maneiras de como um adulto deveria beber eram explicadas aos rapazes e moças, então os rapazes recebiam uma bebida específica, e as moças uma xícara de chá;¹

5 - Myeongjarye: Os jovens recebiam um novo nome conhecido como 'ja', um símbolo de reconhecimento de sua iniciação como adulto, encontrando seu lugar na sociedade;¹

6 - Anúncio de maioridade;¹

7 - Juramento para a maioridade.¹


Cerimônia nos dias atuais


Até meados do século XX, a maioridade era celebrada com a realização dos passos da cerimônia, apresentados anteriormente, com os mais velhos da comunidade. Com o desaparecimento desse costume nos tempos modernos, o governo designou uma data e todos os anos realiza uma cerimônia oficial de maioridade destinada a ajudar os jovens a realizar suas responsabilidades e deveres sociais e estabelecer valores e uma visão adequados a nação.⁴

Exceto a cerimônia oficial do governo, uma cerimônia especial raramente é realizada em casa. A cerimônia de maioridade nos dias de hoje é vista como apenas um dia para fazer uma refeição com a família ou amigos próximos, além de dar e receber presentes. Os pais simplesmente parabenizam as crianças que se tornam adultas naquele dia e lhes dão presentes. As crianças que atingiram a maioridade realizam suas próprias celebrações com os amigos, trocando vinte rosas ou outros presentes⁴, como perfumes e etc, já que usar perfumes simboliza a idade adulta, pois estes não são muito usados no ensino médio, ao contrário da faculdade, além de simbolizar que as pessoas se lembrarão de você por mais tempo.⁵

Apesar de não ser mais tão comum a realização da cerimônia como antigamente, muitos jovens ainda podem experimentar este tipo de celebração tradicional em vilas e outras localidades específicas do país.


SOURCES

¹ Jukseoru Traditional Coming-of-Age Ceremony

<https://www.samcheok.go.kr/01730/01949/01949.web?amode=view&idx=52&#:~:text=Origin%20of%20the%20Coming%20of,will%20live%20in%20as%20adults. >


² Coming-of-age ceremony for boys(冠禮)

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/49 >


³ Coming-of-age ceremony for girls(筓禮)

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/34 >


⁴ Coming-of-age Day

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/255 >


⁵ Coming -of-Age Day

<https://www.korea.net/TalkTalkKorea/Spanish/community/community/CMN0000011748?mode= >


IMAGES 


Coming-of-age Day 

Source: Encyclopedia of Korean Folk Culture

<https://folkency.nfm.go.kr/en/dic/5/picture/4749>


Participants of the Coming of age traditional ceremony at Namsamgol Hanok Village. Men wear Dopo (outercoat worn by scholar during Joseon dynasty) and women wear Ceremonial garment and Jokduri (Bridal headpiece) ©Yonhap News

Source: Korea.net

<https://www.korea.net/TalkTalkKorea/Spanish/community/community/CMN0000011748?mode= >


Preparação da Cerimônia

Source: Encyclopedia of Korean Folk Culture

<https://folkency.nfm.go.kr/en/dic/5/picture/4701 >



Gyebin (Kor. 계빈) 

Source: Encyclopedia of Korean Folk Culture

<https://folkency.nfm.go.kr/en/dic/5/picture/4702 >


Sigarye (Kor. 시가례)

Source: Encyclopedia of Korean Folk Culture 

<https://folkency.nfm.go.kr/en/dic/5/picture/4703 >



Jaegarye (Kor. 재가례)

Source: Encyclopedia of Korean Folk Culture

<https://folkency.nfm.go.kr/en/dic/5/picture/4704 >

Sandy Melo
14 Sep 2022
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Jang-ot

Um jang-ot (장옷/長衣; lit. 'vestido longo'), também conhecido como janot, jang-eui, jang-ui (장의/長衣), é um tipo de “Po” (termo genérico para robe tradicional) usado por mulheres do período da Dinastia Joseon como um cocar ou véu para cobrir seus rostos em meados do século XVIII. Eles eram usados principalmente por plebeus, mas não exclusivamente. Jang-ot era originalmente uma forma de po masculino (robe masculino) chamado jang-ui, que foi usado no século 15.  O jang-ui começou a ser usado pelas mulheres como um sobretudo no início de Joseon, tornando-se até um item de moda popular para mulheres de alto status. Era anteriormente um dos sobretudos femininos mais representativos; era usado como sobretudo feminino quando saíam de casa até o século XVII. 

Em geral, é amplamente conhecido como chapéu feminino, mas até o século XVIII era usado diretamente no corpo como o atual durumagi. Desde o século 18 tornou-se uma peça de vestuário usada na cabeça. A túnica longa é um pano típico de mulher para sair, e o comprimento é longo e a largura é generosa. Era feito de várias maneiras, desde roupas de peça única para o verão feitas de rami até roupas de duas camadas, acolchoadas e de algodão para o inverno. Dependendo da região ou da família, era usado como vestido de noiva em um casamento e também era usado como véu para funerais

De acordo com os princípios do Confucionismo da Dinastia Joseon, as mulheres eram obrigadas a não mostrar o rosto a homens estrangeiros, para que cobrissem seus rostos de várias maneiras enquanto saíam. O jang-ot tornou-se um cocar em meados do século 18 para esconder o rosto e a parte superior do corpo ao andar em público sob essa influência. Além do jang-ot, as mulheres também usavam duas outras formas de touca para cobrir seus rostos, dependendo de sua posição social; sseugaechima (que foi usado pela primeira vez pelas mulheres da classe alta em meados de Joseon e depois usado por todas as classes até o final do período Joseon) e o neoul.


Origens

Jang-ot era originalmente uma forma de “Po” masculino chamado jang-ui, que foi usado no século 15.  O jang-ui (장의/長衣) originou-se do Jangui chinês e compartilhava a mesma função e nome; depois, durante o período dos três reinos, através da combinação do Jangui chinês e do Jangyu coreano (長襦), foi criada uma forma de casaco que tinha suas próprias características. 


Teorias:

O Jang-ot é conhecido como roupa feminina; no entanto, existe uma teoria que diz que também era usado por homens. Nos primeiros anos do período Joseon, casacos longos semelhantes que pertenciam a homens e mulheres nas tumbas do século XVI. De acordo com isso, os homens começaram a usar jang-ot nos primeiros anos do período Joseon como um agasalho para adicionar uma camada extra às suas roupas. Logo, as mulheres começaram a usá-los também, e o jang-ot cresceu em popularidade entre elas até ser usado exclusivamente por mulheres pelo em Joseon.

A outra teoria afirma que, inicialmente, o jang-ot era uma roupa feminina por causa das várias características únicas que só são vistas em vestimentas femininas. Em primeiro lugar, a parte da frente é mais larga e mais comprida do que a dos homens, para que uma saia grande possa caber por baixo. Em segundo lugar, os punhos brancos no final das mangas foram arregaçados; geralmente, em casacos masculinos, as mangas não eram dobradas e os punhos não eram brancos. Em terceiro lugar, não há registro em pinturas de tais roupas masculinas, e no caso das sepulturas do século 16, jang-ot foi usado como sudário apenas por mulheres falecidas, não por homens.


Características

O jang-ot é semelhante ao durumagi, ou a jaqueta externa de um hanbok. A diferença é que um jang-ot tem uma gola (git) e uma fita para amarrar (goreum).

Jang-ot parece um casaco comprido com suas duas mangas e golas. Possui gola externa e interna, a externa é colorida, enquanto a interna é branca. Eles são largos e retos, são chamados de mokpangit (목판깃) e têm uma forma geral quadrada. Das golas vem para ambos os lados duas ou mais fitas, principalmente vermelhas ou roxas, pelas quais a touca pode ser agarrada. As mangas têm a mesma largura do ombro ao pulso e tem um punho branco, chamado geodeulji (거들지 巨等乙只) no final delas, que é usado enrolado. Uma das principais características do Jang-ot é o mu (무) um tecido de cor diferente em forma de trapézio, que fica sob a região das axilas. O objetivo do mu (무) era facilitar os movimentos, mesmo para usá-los como ornamento de cabeça. Eles não mudaram o processo de fabricação e mantiveram esse elemento até o final de Joseon. O painel frontal e traseiro eram longos e foram feitos de modo que a largura se expandisse até a parte inferior. Era uma roupa bastante grande durante o século 16, mas a partir de meados do século 17 os chapéus tornaram-se mais curtos e estreitos, portanto, mais elegantes.


Cores e materiais:

As cores mais utilizadas eram, principalmente, as rosa, roxo, verde, índigo, verde jade e preto. O tecido variava de estação para estação, eles usavam seda cru , seda pura e pano de rami. No entanto, em Joseon, eles os faziam principalmente com algodão ou seda, com um corante vermelho no forro e verde para o vestido.


Modo de usar

Antes do século 18, a peça de vestuário era usada diretamente no corpo como durumagi, mas desde então passou a ser usada no corpo ou na cabeça. Jang-ot é a roupa típica das mulheres para cobrir o rosto ao sair e o tipo de capa mais usado também. Tem variações sazonais feitas de diferentes materiais, como camadas simples feitas de rami no verão e roupas acolchoadas de duas camadas feitas com algodão para o inverno. Dependendo da região ou da família, também era usado como roupa de noiva ou suui (수의 襚衣), um véu usado pela pessoa falecida.

O jang-ot deve ser colocado na cabeça, revelando apenas o rosto. Pelas golas do casaco, as fitas sob o queixo ou botões devem ser usadas para apertá-los. Ao trabalhar ou no caso de idosos, eles dobravam o gorro e os carregavam na cabeça ou nos ombros.


  Jang-ot vestido sobre a cabeça

  Jang-ot vestido sobre os ombros


Significado

O confucionismo cresceu e tornou-se cada vez mais influente na península coreana e na época da Dinastia Joseon, tornou-se a principal ideologia da dinastia. A ideologia ética confucionista disciplinava o sistema social daquele período. Um de seus principais princípios era que homens e mulheres não podem se encontrar depois dos sete anos de idade. As mulheres só podiam mostrar seus rostos para a família e usavam diferentes coberturas faciais como resultado. Os adereços utilizados também diferenciavam as mulheres por sua posição: o neoul era usado pelas mulheres na corte; sseugaechima era usado pela classe yangban e jang-ot era usado principalmente pelos jungins e plebeus. Essa divisão não era estritamente regulamentada na época de  Joseon, tanto a classe alta quanto a média usavam jang-ot sem qualquer classificação.

A popularização do jang-ot sobre outras peças se deu graças à mudança dos meios de transporte. Durante o início de Joseon, as mulheres montavam principalmente cavalos enquanto usavam neoul na cabeça e jang-ot como casaco. No entanto, ao usar gama (가마 有屋轎) – uma carruagem menor – como meio de transporte, era mais confortável usar apenas jang-ot, pois era difícil entrar na carruagem com o neoul ligado.


Source

An Illustrated Guide to Korean Culture - 233 traditional key words. Seoul: Hakgojae Publishing Co. 2002. pp. 134–135. ISBN 9788985846981. Acesso em 24 ago. de 2022.


Chang, In Woo (2017-12-30). "The Periodical Change on Jangui(長衣) In Joseon Dynasty". Journal of the Korean Society of Costume. 67 (8): 64–79. doi:10.7233/jksc.2017.67.8.064. ISSN 1229-6880.

 "장옷". 한국민속대백과사전 Encyclopedia of Korean Folk Culture (in Korean). Retrieved 2021-10-22.  Acesso em 24 ago. de 2022.


Cho, Seunghye (2017-09-03). "The Ideology of Korean Women's Headdresses during the Chosŏn Dynasty". Fashion Theory. 21 (5): 553–571. doi:10.1080/1362704X.2016.1251089. ISSN 1362-704X.  Acesso em 24 ago. de 2022.

  

 "Jang-ot , Coat Style Vei - unknown". Google Arts & Culture. Retrieved 2 July 2019.  Acesso em 24 ago. de 2022.


"Jangot". Encyclopedia of Korean Folk Culture. Disponível em: https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/7158.   Acesso em 30 ago. de 2022.


Jangot. From Wikipedia, the free encyclopedia. Disponível em https://en.wikipedia.org/wiki/Jang-ot . Acesso em 30 ago. de 2022.


 Jeong, Ju Ran; Kim, Yong Mun (2017-01-31). "A Study on the Types and Characteristics of Women's Costume Excavated in the Early Joseon Dynasty". Journal of the Korean Society of Costume. 67 (1): 147–168. doi:10.7233/jksc.2017.67.1.147. ISSN 1229-6880.  Acesso em 24 ago. de 2022.


 Ministry of Culture, Sports and Tourism, Republic of Korea (2012). Han Style: the traditional culture of Korea. 길잡이미디어.  Acesso em 24 ago. de 2022.


 배리듬; 김은정 (2018). "장옷의 특성을 적용한 현대적 외투 디자인 개발에 관한 연구 :조선시대부터 20세기까지의 장옷을 중심으로". 한복문화 (in Korean). 21 (1): 101–114. doi:10.16885/jktc.2018.3.21.1.101.  Acesso em 24 ago. de 2022.


 우, 나영 (2019). 흑요석이 그리는 한복 이야기 (in Korean). Seoul: 한스미디어. pp. 52–53. ISBN 9791160073423.  Acesso em 24 ago. de 2022.


 "장옷 - 한국민족문화대백과사전". encykorea.aks.ac.kr. Retrieved 2021-10-22.  Acesso em 24 ago. de 2022.


Korean Culture and Information Service. Hanbok-Ao Dai Fashion Show, Hanoi, Vietnam. https://en.wikipedia.org/wiki/Jang-ot#/media/File:KOCIS_Korea_Hanbok-AoDai_FashionShow_51_(9766482133).jpg 

Maria Karolina Assunção
1 May 2022
Views 38

1. Topic: Webtoon
2. Writer: Sayul Brazil Team
3. Short Explanation: We revised and updated the page about Webtoon on Brazilian’s Wikipedia site.
4. Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Webtoon



Webtoons

Webtoon (em coreano: 웹툰) é um tipo de história em quadrinhos digital que foi criada na Coréia do Sul e que é, geralmente, lida em smartphones. Webtoons também podem ser chamados de manhwas - um termo usado para se referir às histórias em quadrinhos coreanas.

Embora os webtoons fossem, em sua maioria, desconhecidos fora do país quando surgiram, houve um aumento de popularidade internacionalmente graças, em grande parte, ao fato da maioria dos manhwas serem lidos em smartphones. A quantidade de material publicado na forma de webtoon agora se equipara à mesma dos publicados offline.


Formato

Webtoons, geralmente, apresentam algumas características em comum: cada episódio é publicado em uma longa faixa vertical (utilizando uma tela infinita em vez de várias páginas para facilitar a leitura em smartphone ou computador); ao contrário do manhwa, em geral, eles provavelmente serão coloridos em vez de preto e branco, uma vez que, raramente, são publicados na forma física; e alguns contarão com músicas e animações que tocam durante cada capítulo.


Formas de pagamento

Como em outras publicações online, há uma variedade de modelos de pagamento usados para webtoons. Alguns oferecem um conjunto limitado de capítulos gratuitamente e cobram pelo resto. Outros permitem apenas que um certo número de capítulos sejam lidos por dia sem pagamento.

Os criadores de webtoons podem ganhar dinheiro com anúncios exibidos em suas obras. Até 2019, criadores amadores podiam ganhar dinheiro com crédito que era dado pelos fãs. O dinheiro que os criadores profissionais e amadores recebem depende da visualização da página.


Origens e história

O portal coreano Daum criou um serviço webtoon conhecido como Daum Webtoon em 2003 e mais tarde foi seguido pelo Naver com o lançamento do Naver Webtoon em 2004. Esses serviços lançam regularmente webtoons que estão disponíveis gratuitamente. De acordo com David Welsh, da Bloomberg, os quadrinhos representam um quarto de todas as vendas de livros na Coreia do Sul, enquanto mais de 3 milhões de usuários coreanos pagaram para acessar manhwa online e 10 milhões de usuários leram webtoons gratuitos.

Em julho de 2014, o Naver publicou 520 webtoons enquanto Daum publicou 434. Desde o início de 2010, serviços como TappyToon e Spottoon começaram a traduzir oficialmente webtoons para o inglês, enquanto alguns editores coreanos como Lezhin, Toomics e TopToon começaram a traduzir suas obras.  Exemplos de webtoons populares que foram traduzidos para o inglês são Lookism, Untouchable, Yumi's Cells, The Sound of Heart, Tales of the Unusual, The Gamer, The God of High School, Girls of the Wild's, Noblesse e  Tower of God. Nos últimos anos, esses webtoons vêm ganhando popularidade nos mercados ocidentais, rivalizando com o mangá japonês.

No passado, ele era dividido em duas classificações: Todos (webtoon adequado para todas as idades) e 18 (ninguém com menos de 18 anos pode ler este webtoon). A partir de maio de 2019, o sistema de classificação do webtoon foi implementado. Diz-se que 10 plataformas, incluindo Naver e Daum, participarão. Espera-se que as classificações sejam △ Todos △ 12 anos ou mais △ 15 anos ou mais △ 19 anos (18 anos) ou mais.


Mercado 

O mercado dos webtoons atrai hoje mais de 72 milhões de leitores mensais, arrecadando mais de US$100M por mês. Ainda que os manhwas digitais estejam se tornando cada vez mais populares, a publicação impressa continua sendo a forma principal do comércio de histórias em quadrinhos digitais. Alguns editores oferecem conteúdo online e impresso simultaneamente.

Webtoons têm sido usados como inspiração por diversos meios de comunicação, incluindo filme e televisão; um dos exemplos mais antigos disso foi “Tazza”, um filme de 2006 baseado na história em quadrinhos de Huh Young-man. Esse trabalho foi serializado no Sports Chosun e alcançou mais de 100 milhões de visitas à página, depois sendo adaptado em dois filmes (Tazza: The high rollers, Tazza: The hidden card) e uma série de televisão (Tazza (TV series)). Outro trabalho de Huh, Sikgaek (Le Grand Chef), foi publicado no Dong-a Ilbo por cinco anos e vendeu 540,000 cópias impressas. O serviço de Webtoons da Naver, lançado em 2014, é agora a maior plataforma de webtoons na Coreia. De acordo com a Naver, ela alcança mais de 6.2 milhões de usuários diários. O serviço de tradução de webtoons gratuito possibilitou que esses façam parte da “Korean Wave” (onda coreana, em potuguês) global. 

Ademais, é importante ressaltar que o público de webtoons coreanos cresce diariamente sem fazer com que o público dos manhwas clássicos impressos diminua. O que acontece é que, ao se desenvolver e migrar da plataforma impressa para a digital, essa mídia não levou consigo os leitores já fiéis da versão offline. Em vez disso, os webtoons surgiram e conquistaram sua própria audiência fiel, a qual não é composta, necessariamente, pelos mesmos usuários da mídia impressa.


Fora da Coreia do Sul

O formato webtoon também se expandiu para outros países, com muitos distribuidores diferentes oferecendo webtoons originais e traduzidos para os usuários lerem, além de oferecer plataformas para qualquer pessoa fazer upload de seus próprios webtoons.


China continental e Taiwan: 

Na China continental e em Taiwan, os webtoons, juntamente com o web manhwa, passaram por um aumento na produção e popularidade, uma vez que raramente são publicados e, assim como na Coreia do Sul, resultaram em um ressurgimento e interesse na indústria de manhua à medida que mais conteúdo é consumido digitalmente. Quase todos os grandes portais de webtoon na China são oferecidos pelas grandes empresas de internet do país, enquanto em Taiwan os maiores editores de webtoon fora do país, como Comico, Toomics e WEBTOON , são mais populares, pois seus serviços estão disponíveis lá.


Japão: 

Os Webtoons no Japão não fizeram tanto sucesso quanto em outros países, principalmente devido à indústria tradicional de mangás ainda ser a principal maneira pela qual o mangá é lançado e publicado. Mesmo os mangás da web, que tiveram um aumento recente em popularidade, são lançados em preto e branco e não em cores, como na Coreia ou na China, apesar de serem lançados digitalmente. Apesar disso, houve alguns avanços para penetrar no mercado japonês e, lentamente, mais mangakas estão experimentando o formato webtoon para lançar seus títulos. Lezhin, Comico, Naver, Line e Kakao oferecem portais webtoon com obras traduzidas para leitores japoneses. A Comico, uma das maiores editoras de webtoon do mundo, na verdade foi criada pela subsidiária japonesa da NHN Entertainment, a NHN Japan. Até o momento, existem apenas dois portais de webtoon que oferecem webtoons japoneses originais, Comico e Naver (sob o nome XOY 2017–2018 a 2019). Todos os webtoons XOY foram integrados ao Line Manga, um serviço de mangá japonês, enquanto o XOY foi até seu fim em janeiro de 2019.  Kakao também teve sucesso no mercado japonês, oferecendo mangá licenciado e webtoons coreanos traduzidos com seu serviço, Piccoma. Isso foi creditado ao modelo de pagamento webtoon que o serviço implementa, onde alguns capítulos são oferecidos gratuitamente por um curto período de tempo. Kakao Japan anunciou que começará a oferecer webtoons originais em japonês, coreano e chinês para Piccoma no verão de 2018.


Índia: 

Na Índia, os webtoons cresceram em popularidade. Com o lançamento global do LINE Webtoon pela NAVER Corporation em 2014, tornou-se o primeiro aplicativo que introduziu a cultura webtoon na Índia. A Kross Komics lançou o primeiro portal webtoon indiano dedicado em 2020, visando o público doméstico, oferecendo 40 títulos sul-coreanos traduzidos em inglês, hindi e telugu. Também está planejando introduzir conteúdo do mercado chinês e japonês.  Após o lançamento oficial do aplicativo móvel em 7 de dezembro de 2019, foi baixado 200.000 vezes no Google Play. Em julho de 2021, registrou 1,1 milhão de usos ativos mensais e 3,5 milhões de downloads de aplicativos. A Kross Komics foi fundada em maio de 2019 e está sediada em Seul, com escritórios adicionais em Mumbai e Los Angeles . Ele tem como alvo principalmente o grupo etário de 15 a 24 anos, especialmente mulheres, e apoia criadores de conteúdo coreanos e indianos de webtoon.  A popularidade dos quadrinhos digitais agora está incentivando as editoras indianas, como a Graphic India, a lançar seu próprio serviço chamado Toonsutra no mercado.  A Kakao Entertainment adquiriu a Kross Komics em 2020. Em 2021, a Kakao Entertainment planeja entrar no mercado indiano com sua própria plataforma webtoon.


Sudeste Asiático: 

A Indonésia e a Tailândia se tornaram grandes mercados para a indústria de webtoon, com a Naver (sob WEBTOON) e a Comico oferecendo webtoons originais e títulos totalmente traduzidos nos dois países. Alguns webtoons feitos na Indonésia e na Tailândia foram traduzidos e publicados fora dos países como Teen Mom e Eggnoid. O Vietnã lançou seu primeiro portal webtoon, Vinatoon, oferecendo títulos traduzidos de Daum Webtoon e Mr. Blue com a intenção de abrir outro mercado. 


Países ocidentais:

Muitos dos editores de webtoon tiveram sucesso em penetrar em mercados fora da Ásia, com o maior sucesso sendo os Estados Unidos e outros países de língua inglesa. Lezhin, Toomics e Naver são as únicas grandes editoras que traduzem seus próprios títulos em vez de licenciá-los e a Naver (sob a marca Line) ainda oferece a capacidade de oferecer traduções de fãs em diferentes idiomas. O serviço TopToonPlus da TopToon, lançado em julho de 2021, foi outro lançamento global de uma empresa coreana de webtoon para seus fãs globais. Em seu primeiro mês de serviço, conquistou mais de 200.000 assinantes. Mancha, TappyToon e Manta Comics oferecem obras licenciadas traduzidas de várias editoras, incluindo KToon, Bomtoon, Foxtoon e muito mais. Além do consumo de obras traduzidas, também houve um aumento na criação de webtoons originais não asiáticos, graças em parte a sites como Tapas e WEBTOON, que oferecem a possibilidade de qualquer pessoa enviar seu próprio trabalho.  No início, muitos dos webtoons criados fora da Ásia tendiam a ser apenas webcomics lançados no formato webtoon, mas com o tempo, mais artistas lançaram mais títulos que são quadrinhos completos em vez de webcomics reformatados.

Delitoon é outra plataforma apenas para franceses baseados na França, fornecendo obras licenciadas traduzidas principalmente de provedores de conteúdo coreanos.


Adaptações de webtoons

Filme: 

APT (아파트) (2006)

Dasepo Naughty Girls (다세포 소녀) (2006)

Tazza: The High Rollers (타짜) (2006)

Le Grand Chef (식객) (2007)

Hello, Schoolgirl (순정만화) (2008)

BA:BO (바보) (2008)

Le Grand Chef 2: Kimchi Battle (식객 2: 김치 전쟁) (2010)

Moss (이끼) (2010)

Pained (통증) (2011)

Late Blossom (그대를 사랑합니다) (2011)

The Neighbor (이웃사람) (2012)

26 Years (26년) (2012)

The Five (더 파이브) (2013)

Fists of Legend (전설의 주먹) (2013)

Secretly, Greatly (은밀하게 위대하게) (2013)

Fashion King (패션왕) (2014)

Tazza: The Hidden Card (타짜: 신의 손) (2014)

Inside Men (내부자들) (2015)

Timing (타이밍) (2015)

ReLIFE (リライフ) (2017)

The Chase (반드시 잡는다) (2017)

Along with the Gods: The Two Worlds (신과 함께-죄와 벌) (2017)

Steel Rain (강철비) (2017)

Real (리얼) (2017)

Cheese in the Trap (치즈인더트랩) (2018)

Along with the Gods: The Last 49 Days (신과 함께-인과 연) (2018)

Killed My Wife (아내를 죽였다) (2019)

Eggnoid (2019)[38][39][40]

Beauty Water (기기괴괴: 성형수) (2020)

Love and Leashes (모럴센스) (2022)


Televisão:

The Great Catsby (위대한 개츠비) (2007)

Gourmet (식객) (2008)

Mary Stayed Out All Night (매리는 외박중) (2010)

Aridong's Last Cowboy (아리동 라스트 카우보이) (2010)

Always Low Prices Cheollima Mart (쌉니다 천리마 마트) (2010)

Bridal Mask (각시탈) (2012)

Dr. Frost (닥터 프로스트) (2014)

Misaeng (미생) (2014)

Hogu's Love (호구의 사랑) (2015)

Super Daddy Yeol (슈퍼대디 열) (2015)

A Girl Who Sees Smells (냄새를 보는 소녀) (2015)

Orange Marmalade (오렌지 마말레이드) (2015)

Songgot: The Piercer (송곳) (2015)

Hyde Jekyll, Me (하이드 지킬, 나) (2015)

Imaginary Cat (상상고양이) (2015)

Hope: Kitai Zero no Shinnyu Shain (HOPE〜期待ゼロの新入社員〜) (2016)

Cheese in the Trap (치즈인더트랩) (2016)

Lucky Romance (운빨로맨스) (2016)

Hey Ghost, Let's Fight (싸우자 귀신아) (2016)

The Man Living in Our House (우리집에 사는 남자) (2016)

The Sound of Your Heart (마음의 소리) (2017)

Save Me (구해줘) (2017)

Confession Couple (고백부부) (2017)

Avengers Social Club (부암동 복수자들) (2017)

Feel Good to Die (죽어도 좋아) (2018)

What's Wrong with Secretary Kim (김비서가 왜 그럴까) (2018)

Gangnam Beauty (내 아이디는 강남미인) (2018)

Your House Helper (당신의 하우스헬퍼) (2018)

Clean with Passion for Now (일단 뜨겁게 청소하라!!) (2018)

The Sound of Your Heart - Reboot (마음의 소리: Reboot) (2018)

Tale of Fairy (계룡선녀전) (2018)

Item (아이템) (2019)

Her Private Life (누나팬닷컴) (2019)

A Fake Affair (偽装不倫) (2019)[41]

Love Alarm (좋아하면 울리는) (2019)

Hell Is Other People (타인은 지옥이다) (2019)

Pegasus Market (쌉니다 천리마마트) (2019)

Extraordinary You (어쩌다 발견한 하루) (2019)

The Tale of Nokdu (조선로코 녹두전) (2019)

Itaewon Class (이태원 클라쓰) (2020)

Memorist (메모리스트) (2020)

Welcome (어서와) (2020)

Rugal (루갈) (2020)

How to Buy a Friend (계약우정) (2020)

Mystic Pop-up Bar (쌍갑포차) (2020)

Dinner Mate (저녁 같이 드실래요?) (2020)

Backstreet Rookie (편의점샛별이) (2020)

Marry Me! (マリーミー!) (2020)

Amanza (아만자) (2020)

No, Thank You (며느라기) (2020)

True Beauty (여신강림) (2020)

The Uncanny Counter (경이로운 소문) (2020)

Sweet Home (스위트홈) (2020)

How to Be Thirty (아직 낫서른) (2021)

Taxi Driver (모범택시) (2021)

Imitation (이미테이션) (2021)

Hellbound (지옥) (2021)

D.P. (D.P.) (2021)

Navillera (나빌레라) (2021)

My Roommate Is a Gumiho (간 떨어지는 동거) (2021)

Nevertheless (알고있지만,) (2021)

Yumi's Cells (유미의 세포들) (2021)

Work Later, Drink Now (술꾼도시처녀들) (2021)

Dr. Brain (Dr.브레인) (2021)

All of Us Are Dead (지금 우리 학교는) (2022)

Moving (무빙) (2022)

Dead Man's Letter (망자의 서)

'I don't want to do anything (아무것도 하고 싶지 않아)

Dolled Up (대새녀의 메이크업 이야기)


Jogos:

Berkanix (베르카닉스) (2009)

Tower of God (신의 탑) (2013)

The God of High School (갓 오브 하이스쿨) (2015)

The Sound of Heart (마음의소리) (2016)

Denma com NAVER WEBTOON (덴마) (2016)

Noblesse com NAVER WEBTOON (노블레스) (2017)

Densinma com NAVER WEBTOON (덴마+신도림+마왕이 되는 중2야) (2019)

Gaus Electronics com NAVER WEBTOON (가우스전자) (2019)


Séries animadas:

Welcome to Convenience Store (와라! 편의점) (2012)

Story of Miho (미호이야기)

A Simple Thinking About Blood Type (혈액형에 관한 간단한 고찰) (2013)

Notjima Jeongshinjul (놓지마 정신줄) (2014)

Noblesse (노블레스: 파멸의 시작) (2015)

ReLIFE (リライフ) (2016)

Nanbaka (ナンバカ) (2016)

Recovery of an MMO Junkie (ネト充のススメ) (2017)

How to Keep a Mummy (ミイラの飼い方) (2018)

The God of High School (2020)

Tower of God (2020)

Noblesse (2020)


Teatro:

The Great Catsby (위대한 개츠비) (2007)

BA:BO (바보)

Hello, Schoolgirl (순정만화)

Marca/Mercadoria:

Marine Blues (마린블루스)

Welcome to Convenience Store (와라! 편의점)

The Sock Monster (양말 도깨비)

Yesterday, Today, and Tomorrow (어제, 오늘 그리고 내일)

Anime Original da Net (ONA, Original Internet Anime, em inglês):

Momokuri (ももくり) (2015)

Noblesse: Awakening (노블레스: Awakening) (2016)

The Sound of Heart (마음의 소리) (2018)

Tales of the Unusual (기기괴괴) (2019)

My Giant Nerd Boyfriend (2019)

Let's Play (2019)


Webtoons formadas por grupos de K-Pop:

Save Me (2017) - BTS

7 Fates: Chakho (2022) - BTS

Dark Moon (2022) - Enhypen

Star Seekers (2022) - TXT

Under the Moonlight (2015) - VAV 

Idol Rangers Power Busters (2018) - Busters 



Source

 "[Japan] LINE Manga Operator, LINE Digital Frontier, Procures JPY 8.6 B from NAVER WEBTOON | LINE Corporation | News". LINE Corporation. Acesso em 28 de jan. de 2022


 "[다시 도전이다] 미생·스틸레인 웹툰작가들, 美·中 독자도 웃고 울린다". Wow TV. Acesso em 28 de jan. de 2022


  "After K-Pop and K-Drama, Korean webtoons engage Indian Gen-Z". Lokmat English. Acesso em 28 de jan. de 2022


   "Friendship Day 2021: Best Korean webtoons to binge read with your friends". Free Press Journal.  Acesso em 28 de jan. de 2022


  "Kakao Japan ramps up manga content via smartphone app". Nikkei Asia. Acesso em 28 de jan. de 2022


  "Kross Komic's best-selling webtoon – A Business Proposal to be remade into a K-drama; expected to air in early 2022". Acesso em 28 de jan. de 2022


  "Launching the first digital cartoon service in Vietnam, Vinatoon".  Acesso em 28 de jan. de 2022


  "Popular Mobile Webcomic Service, LINE Webtoon, Debuts in the United States and Worldwide". Cision PR Newswire. Acesso em 28 de jan. de 2022


  "Tapas Media aims to turn digital comics into the next big entertainment franchise". Acesso em 28 de jan. de 2022


  "Toptoon Global to being services for English-speaking countries in full swing as the members surpass 200,000 in number". Acesso em 28 de jan. de 2022


  "Webtoon app Kross Komics crosses 1 million monthly active users". AnimationXpress. Acesso em 28 de jan. de 2022


  "台灣線上原創漫畫發威,看LINE WEBTOON和comico如何經營IP|數位時代 BusinessNext". 數位時代. Acesso em 28 de jan. de 2022


 "웹툰 속 '극단적 선택' 표현…네이버·다음 등 '웹툰 등급제' 시행 예정". Segyeilbo


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Haring B. K-pop’s BTS, TXT, Enhypen Headline Original Webcomics And Webnovels. Deadline. Publicado em 4 de Novembro, 2021. Acesso em 26 de Janeiro, 2022. https://deadline.com/2021/11/k-pop-stars-bts-txt-enhypen-webtoon-wattpad-webcomics-webnovels-collaboration-1234867666/


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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/2/20/Save_Me_%28webtoon%29_poster.jpg/220px-Save_Me_%28webtoon%29_poster.jpg 


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http://res.heraldm.com/content/image/2021/11/05/20211105000585_0.jpg 


https://cdn.kbizoom.com/media/2022/02/02131213/all-of-us-are-dead-03012022-thumbnail-780x470.jpg 


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https://i.mydramalist.com/MXdOwf.jpg 


https://m.media-amazon.com/images/M/MV5BYWZkNzYwZmQtNDZlNS00NTE4LWE0NjMtZjUwYjgwMWU0OGQwXkEyXkFqcGdeQXVyMjc2Nzg5OTQ@._V1_.jpg 


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 Korean game, webtoon providers cruise in Japan". koreatimes. Acesso em 28 de jan. de 2022


 Lee, Jun-Youb (2015-04-03). "Startup Battles Naver in English Webtoons". The Wall Street Journal. Acesso em 28 de jan. de 2022


 Nagata, Kazuaki (August 2, 2017). "As manga goes digital via smartphone apps, do paper comics still have a place?". The Japan Times. Acesso em 28 de jan. de 2022


 Park, Eun-jee (18 July 2021). "Naver takes on the world, market by market". Korea JoongAng Daily.  Acesso em 28 de jan. de 2022


 Paul, Mathures (23 March 2021). "Graphic India launches webtoon comics platform 'Toonsutra'". Telegraph India.  Acesso em 28 de jan. de 2022


 PRESSER, A.; BRAVIANO, G.; CÔRTE-REAL, E. Webtoons. : A parameter guide for developing webcomics focused on small screen reading. Convergences - Journal of Research and Arts Education, [S. l.], v. 14, n. 28, p. 67–78, 2021. DOI: 10.53681/c1514225187514391s.28.28. Disponível em: https://journals.opscidia.com/index.php/convergences/article/view/28. Acesso em: 28 jan. 2022.


 Ramirez, Elaine. "Kakao Will Use Wildly Popular South Korean Webtoons To Build An Audience In Japan & China". Forbes. Acesso em 28 de jan. de 2022


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 Yugandhara Shete (2020-12-07). "Kross Komics completes its first successful year in the industry". AnimationXpress. Acesso em 28 de jan. de 2022


박형기 (November 18, 2015). "Rolling Story takes Korean webtoons to global audience". koreaherald.com. Acesso em 28 de jan. de 2022

Helena Casadei
25 Apr 2022
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1. Topic: Hanbok
2. Writer: Sayul Brazil Team
3. Short Explanation: We re-wrote the Hanbok article to include more information.


      História do Hanbok

A registros históricos do Hanbok desde os três reinos da Coréia, por volta de 57 a.C. à 668 d.C., sua origem é encontrada nas roupas da Coreia do Norte e Manchúria. Existem hipóteses de que o Hanbok tenha sua origem nos povos nômades da Eurásia¹.

O hanbok se assemelha às estruturas do hoboken utilizado pelos povos nômades da Ásia, com o intuito de facilitar o movimento, já que esses povos viviam em constante mudança de território, ajudando em suas longas caminhadas¹.

As primeiras visões e formas de como era o hanbok é vista nos murais do túmulo de Goguryeo, onde suas calças eram curtas e justas, e suas jaquetas apertadas até a cintura, com um cinto/faixa (twi), contudo, o hanbok não possuía tipagem de gênero, para diferenciá-los as mulheres costumavam usar saias por cima. Essas características não sofreram grandes alterações no decorrer dos tempos, permanecendo até hoje, sua maior alteração é em seu comprimento e aberturas do jeogori¹.

Originalmente o jeogori era fechado na parte frontal, se assemelhando ao kaftan, e a abertura da dobra mudou para a esquerda, e depois para o lado direito. Desde V d.C. o fechamento é visto à direita¹.

No início de Goguryeo, as jaquetas iam até os quadris com um cinto no quadril, e os sobretudos eram de corpo inteiro também com cintos, contudo, na altura da cintura, sendo inspirados em túnicas kaftan, com calças eram espaçosas¹.

Os sapatos utilizados junto com o hanbok possuíam dois comprimentos diferentes, um desses modelo cobria apenas o pé, e o outro tinha seu comprimento até abaixo do joelho¹.

Os chapéus eram em formato cônico, adornados com penas de pássaros representando o céu, muito usados como capacetes durante o período imperial coreano¹.

Os hanboks têm cores e materiais variados. As texturas das calças e saias femininas são plissadas¹.

Os trajes reais antigos eram chamados de ochaebok, onde os casacos usados por cima do jeogori são os durumagi, inspirados nas vestimentas do norte chinês. Em seus primórdios, os durumagi eram usados nas classes altas para cerimônias e rituais. Com o decorrer dos séculos foi modificado, e mais tarde passou a ser usado por todas as classes sociais¹.

Durante o período dos Estados Norte-Sul, foi adotado o dallyeong, manto colorido de forma circular, muito visto na dinastia Tang. Em Silla foi implementado pela rainha Jindeok, e seu estilo era o mesmo que o usado na China, nomeado como gwanbok, era formal e usado apenas por funcionários do governo, noivos e trajes formais da realeza. Foi utilizado até o final do império de Joseon¹.

Com a unificação dos três reinos e a idade de ouro coreana, a seda e o linho passaram a ser muito usados nos trajes. Materiais trazidos de Tang e da Pérsia¹.

No processo de abertura comercial, a moda passou a ser inspirada na moda de Luoyang, incluindo vestidos chineses, usados na grande cidade da dinastia Tang, tornando a silhueta das vestimentas semelhantes às do Império Ocidental¹.

Com bases arqueológicas, pode-se dizer que as roupas são de danryunpo e bokdu. Onde, o bokdu tornou-se código de vestimenta oficial pelo povo no reinado de Jindeok. Mas em 664 d.C. foi decretado que o traje usado pela rainha deveria ser inspirado nos trajes da dinastia Tang, fazendo com que as mulheres coreanas aderissem à vestimenta¹.

Durante esse período a influência da dinastia Tang foi significativa, tornando as roupas da corte extravagantes. E em 834 d.C. o rei Heundeog impôs proibição aos trajes, fazendo com que o povo voltasse a usar os trajes tradicionais¹.

Após a volta dos trajes tradicionais, ocorreu a importação de seda, algodão, entre outros itens de Tang e do Japão, para o sucesso das importações os Balhae exportavam pele e couro¹.

O povo Balhae tinha seus trajes baseados na cultura heterogênea, com elementos da dinastia Tang, do povo Goguryeo e dos povos indígenas Mohe. Buscando manter as roupas tradicionais do período dos três reinos. Durante a era Mun, foi incorporada às características da vestimenta das golas redondas.¹.

As roupas utilizadas pelo povo de Balhae usadas pelos homens não tiveram modificações desde o povo Goguryeo, já as femininas tinham maiores características Tang, com mangas e saias compridas, sapatos com pontas arredondadas para facilitar a locomoção, contudo, suas saias eram de pele de peixe e seus tops eram de couro de leopardo do mar facilitando o aquecimento corporal. Uma característica diferenciada dos Balhae era o uso dos ungyeon¹.

Mesmo com as influências chinesas nas vestimentas, os hanboks utilizados pelos plebeus não sofreram alterações, já que todas as influências externas ficavam restritas aos nobres. Mas durante o período Goryeo, o uso das saias por cima começou a desaparecer e o top sobre a saia retornou a nobreza, sua maneira de uso é a do top em cima da chima, muito visto no estilo indígena dessa região¹.

As influências da dinastia Tang foram usadas até o meio do reinado de Joseon, muito visto em pinturas budistas. As roupas usadas durante a dinastia Yuan são quase inexistentes em pinturas¹.

O sistema da dinastia Song foi mais tarde usado exclusivamente por Goryeo Kings e funcionários do governo Goryeo mesmo durante o período de domínio mongol na Coreia¹.

Durante o domínio mongol, o hanbok teve mudanças significativas, onde, as princesas mongóis casadas com casas reais coreanas traziam trouxeram suas vestimentas, fazendo-as prevalecer¹.

Uma curiosidade do período mongol é a de que a princesa da dinastia Yuan foi instruída a não abandonar suas tradições de vestimenta e precedentes. A partir dessa premissa suas roupas passaram a ser usadas por toda a corte de Goryeo, impactando os trajes da classe alta que visitava Goryeo, influenciando a vestimenta do público em geral, recebendo o nome de Mongolpung. Mas, refém político da dinastia Yuan, o rei Chungryeol, fez o decreto real mudando as roupas para as roupas mongóis¹.

Após a queda da dinastia, as roupas mongóis foram mantidas, influenciando na saia chima, que foi encurtada, jeogori elevado acima da cintura e amarrado no peito com a fita goruem, ao invés do twii e as mangas se tornaram ligeiramente curvas¹.

Com um intercâmbio bilateral, os mongóis também sofreram influências Goryeo, como o hanbok das mulheres da aristocracia e suas concubinas, ocorrendo principalmente nos últimos anos da dinastia Yuan¹.

No final da dinastia Yuan, contou com uma imperatriz Goryeo, a Imperatriz Gi, em 1365, influenciando culturalmente a dinastia Yuan, recrutando mulheres de Goryeo como empregadas da corte, e assim a influência de vestimenta foi apelidado de Goryeoyang, sendo eternizada pelo poeta Zhang Xu, na forma de banbi e quadrado colar¹.

"Como o estilo mongol, é possível que este estilo Koryŏ [Koryŏ yang] tenha continuado a influenciar alguns chineses no período Ming depois que a dinastia Ming substituiu a dinastia Yuan, um tópico para investigar mais.". - Hyunhee Park¹. 

Na dinastia Joseon as roupas, mais especificamente as femininas, eram para o dia-a-dia, mantendo as roupas largas e folgadas. Nessa dinastia o chima passou a ser volumoso, o jeogori apertado e curto, com características distintas aos hanboks anteriores. Mas, após a invasão japonesa, e as dificuldades econômicas, influenciaram para que o hanbok fosse mais justo, e consequentemente usasse menos tecidos¹.

Com as influências neo-confucionistas estabeleceu-se que as roupas não fossem separadas mediante suas classes sociais, as chimas femininas fossem plissadas, jeogori mais longos, hanbok de várias camadas para que a pele nunca fosse mostrada e devendo ser usadas também em casamentos e funerais, adquirindo e refletindo valores sociais como a integridade do homem, a castidade feminina, entre outros¹.

Com a ascensão neo-confucionista regulamentou-se estritamente as vestimentas, baseando-se no status de cada um. Com essa regulamentação ficou-se mais fácil distinguir as classes, já que o tecido, as cores, motivos e ornamentos eram diferenciados mediante sua classe social¹.

No século 16, o jeogori foi encurtado até a cintura e mais justo, mesmo que não detalhasse as silhuetas. Nos séculos seguintes o comprimento do jeogori feminino foi diminuindo, até chegar aos 28 cm no século 19¹.

Foi implementado o uso do heoritti ou jorinmal para cobrir os seios, e as mulheres passaram a usar o jeogori curto com heoritti. Contudo, o heoritti era mais usado dentro da classe alta, as mulheres comuns e de classe baixa passaram a não utilizaram, com o intuito de facilitar a amamentação¹.

Durante o século 19, as saias tinham seu comprimento nos joelhos e tornozelos, dando chima uma silhueta triangular, sendo o estilo preferido até hoje, onde muitas roupas íntimas eram usadas para alcançar a forma desejada pelas mesmas¹.

Um movimento de reforma de roupas com o objetivo de alongar o jeogori teve grande sucesso no início do século 20 e influência o hanbok moderno. Os jeogori modernos são longos. E os heoritti às vezes são expostos por razões estéticas¹.

No final do século 19, introduziu-se ao hanbok o magoja, uma jaqueta estilo manchu, frequentemente usada sobre jeogori até hoje¹.

Desde o século 16 até os dias atuais os trajes não sofreram grandes mudanças, exceto por seu comprimento, e largura. Atualmente são muito utilizados em celebrações que envolvem a nação, em feriados coreanos, ano novo, casamento, etc, mais especificamente em datas comemorativas. Tornou-se um símbolo cultural coreano, trazendo debates sobre questões de apropriação cultural¹.

 

            Partes do Hanbok
 

Tradicionalmente, o hanbok (Kor. 한복) feminino é composto pelo jeogori (Kr. 저고리)e o chima (Kr. 치마), já o hanbok masculino consiste no jeogori e o baji (Kr. 바지) mais folgado¹.

Jeogori (Kr. 저고리)

É uma roupa utilizada na parte superior do corpo usada por todos os coreanos, homens e mulheres, jovens e mais velhos². Ele cobre os braços e a parte superior do corpo de quem usa. O jeogori feminino pode ter kkeutdong (Kor. 끝동), um punho de cor diferente colocado na extremidade das mangas¹.

O jeogori é semelhante a um casaco que é mais curto do que os casacos e mantos chamados  de po (Kr. 포). As provas de que foi usado no período dos Três Reinos podem ser encontradas nos murais do túmulo de Goguryeo (Kor. 고구려), na figura de um jovem rapaz descoberto no Túmulo do Rei Muryeong (Kor. 무령왕), e em esculturas do Reino Silla (Kor. 신라). Durante o período dos Três Reinos não houve diferença nos jeogori usados por homens e mulheres.²

A forma do jeogori mudou com o tempo. Enquanto o jeogori masculino permaneceu relativamente inalterado, o jeogori feminino encurtou drasticamente durante a dinastia Joseon, atingindo o seu comprimento mais curto no final do século XIX. No entanto, devido a esforços de reforma e razões práticas, o jeogori moderno para as mulheres é mais longo do que o utilizado antigamente. No entanto, o comprimento ainda está acima da linha da cintura. Há vários tipos de jeogori que variam em tecido, técnica de costura e forma¹.

Chima (Kor. 치마)

Chima refere-se a "saia", que também é chamada sokchima (裳) ou gun (裙) em hanja. A saia inferior, ou camada de anágua, é chamada sokchima (Kor. 속치마). Segundo os antigos murais de Goguryeo, as mulheres de Goguryeo usavam uma chima com jeogori sobre ela, cobrindo o cinto¹.

As chimas eram tipicamente feitas de tecido retangular que era plissado ou reunido numa faixa de saia. Esta faixa estendia-se para além do tecido da própria saia e formava laços para fixar a saia em volta do corpo¹.

A tradicional saia chima é composta por duas partes: faixa enrolada à volta do peito ou da cintura e o pano que cobre a parte inferior do corpo. Uma larga faixa branca enrolada à volta do corpo é referida como chimaheori (saia + cintura) e está ligada à saia. As saias cerimoniais eram mais compridas e largas do que as usadas diariamente. Foram utilizados tecidos e cores diferentes para fazer a saia tradicional, dependendo da idade, do uso ou do gosto de quem a utiliza³.

Baji (Kor. 바지)

Baji refere-se à parte de baixo do hanbok dos homens. É o termo formal para "calças" em coreano.

Influenciados pelos povos equestres das regiões do norte, os baji eram largamente usados por homens e mulheres de todas as idades⁴.

Durante a Dinastia Joseon, as calças dos homens passaram por três fases de mudança por forma e período e em comparação com as calças de estilo ocidental⁴, são mais folgadas, sendo o design espaçoso visando tornar o vestuário ideal para se sentar no chão¹.

Hoje em dia o termo baji é normalmente usado na Coreia para qualquer tipo de calças. Existe uma faixa à volta da cintura de um baji para o deixar mais apertado¹.

Po (Kor. 포)

Po é um termo genérico que se refere a um manto ou sobretudo. Existem dois tipos gerais de Po, o tipo coreano e o tipo chinês¹.

Durante o período dos Três Reinos o po foi usado durante todo o ano por todas as pessoas, jovens e velhos, homens e mulheres, nascidos ricos ou pobres. O po tinha a mesma forma em todos os Três Reinos - Goguryeo, Baekje e Silla - e também na confederação de Gaya⁵.

Foi utilizado um cinto até ser substituído por uma fita durante o final da dinastia Joseon. Durumagi (Kor. 두루마기) é uma variedade de po que foi usada como proteção contra o frio¹.

Jokki (Kor. 조끼)

É uma roupa sem mangas usada em vez do tradicional colete chamado baeja após a abertura dos portos e a introdução do traje ocidental⁶.

O jokki é um colete ao estilo ocidental que foi recentemente introduzido no país com trajes ocidentais após a abertura dos portos da Coreia. Mas nos primeiros tempos foi "coreanizado" pois era usado por cima do casaco tradicional (jeogori). Durante a Dinastia Joseon, os plebeus estavam quase sempre vestidos com jeogori e como não tinham bolsos, tinham de levar bolsas separadas para transportar artigos pessoais. O jokki tinha botões em vez de gravatas de peito e, como tinha bolsos, era muito conveniente. Assim, sem qualquer encorajamento particular, quando o colete apareceu espalhou-se rapidamente e foi amplamente usado por adultos e crianças do sexo masculino na corte real e em lares comuns⁶.

No Inverno, o jokki era forrado e feito de tecidos de seda ou algodão em cores escuras. No Verão eram feitos de calico ou rami em cores claras e não eram forrados. Os jokki eram por vezes usados com casacos de magoja (Kor. 마고자), e em tais casos o mesmo tecido era usado para ambos os artigos. Por vezes eram feitos de tecido importado graças à troca com países estrangeiros e os coletes para crianças eram decorados com folha de ouro ou bordados⁶.

Magoja (Kor. 마고자)

É uma peça de vestuário comprida em forma de casaco usado por cima do jeogori com uma gola que não se sobrepõe à frente⁷.

Embora semelhante ao jeogori, o magoja é fechado com botões na frente em vez de gravatas no peito. Hoje em dia a magoja é feita sem colarinho, mas durante a Dinastia Joseon alguns tinham uma espécie de colarinho feito de cânhamo preso.

A magoja masculina é fechada com dois botões na frente, em cima e em baixo. Os botões eram mais frequentemente feitos de prata, ágata, e âmbar. No entanto, a magoja feminina tinha botões decorados com crisântemo e desenhos de morcegos fixados nos lados esquerdo e direito⁷.

A magoja podia ser usada por qualquer pessoa, homem ou mulher, jovem ou velha, mas era geralmente usada por homens por cima dos seus casacos. Diz-se que a magoja feminina era popularmente usada na região de Kaesong (Kor. 개성), e em geral era mais usada nas partes central e norte da Coreia para passar o Inverno frio do que nas regiões mais ao sul. O magoja para crianças eram feitos com mangas listradas coloridas⁷.

     Acessórios
Binyeo (Kor. 비녀)

Binyeo ou Pinyeo era um gancho de cabelo ornamental tradicional, e tinha uma ponta em forma diferente dependendo do estatuto social. Como resultado, era possível determinar o estatuto social da pessoa olhando para o binyeo¹. O binyeo é principalmente concebido para arrumar o cabelo das mulheres e também serve para fins ornamentais⁸.

As mulheres da família real tinham Binyeo em forma de dragão ou de fênix, enquanto as mulheres comuns tinham árvores ou flores de damasco japonês. O Binyeo era uma prova de casamento. Portanto, para uma mulher, Binyeo era uma expressão de castidade e decência¹.


Daenggi (Kor. 댕기)

É uma fita de cabelo em tecido usada para atar o cabelo para o fazer parecer limpo ou para fins ornamentais⁹.

Os Daenggi eram originalmente chamados danggi, que vem do verbo danggida, que significa "puxar". Isto indica que o daenggi era um item usado para puxar o cabelo para trás. Era utilizado não só no cabelo trançado, mas também para arrumar e ornamentar uma variedade de penteados. Desenvolveram-se em diversas formas, variando em comprimento e largura de acordo com a função, o sexo e a idade do utilizado. Em investigação recente, daenggi foi assim definido como um ornamento de cabelo utilizado para atar o cabelo, arrumá-lo ou ornamentá-lo e de todos os diversos ornamentos capilares, o daenggi é o único feito inteiramente de tecido e não de metais preciosos ou pedras preciosas⁹.


Norigae (Kor. 노리개)


É um pingente feminino usado nas gravatas do casaco (jeogori) ou na cintura da saia¹⁰.

Norigae eram os mais diversos ornamentos femininos de Joseon. Como substitutos dos colares ou brincos, eram largamente usados por mulheres de todas as idades e estatuto social, desde mulheres reais e de classe alta até às mulheres comuns¹⁰.

Através das suas decorações e movimentos ritmados, as norigae adicionaram um toque de esplendor à roupa de Joseon. Foram feitas com materiais valiosos tais como ouro, prata, jade e jóias que se harmonizaram com os nós e borlas decorativas para criar obras de delicada beleza. As mulheres vestiam os seus trajes com diferentes tipos de norigae de acordo com a estação do ano e o tipo e cor da sua roupa. Neste sentido, as norigae cumpriam tanto fins práticos como decorativos. Não eram apenas ornamentos, mas o símbolo de uma época que refletia a dedicação, as aspirações e o modo de vida das mulheres¹⁰.

Danghye (Kor. 당혜)

São sapatos baixos decorados com um desenho de pergaminho nos calcanhares e dedos dos pés¹¹.

Estes sapatos eram feitos de couro e seda e eram maioritariamente usados por mulheres da Dinastia Joseon. No entanto, muitos registros indicam que também eram usados por homens¹¹.

A maioria dos danghye existentes datam do final da Dinastia Joseon e a sua bela forma revela a estética Joseon, bastante diferente da das nações vizinhas. Caracterizam-se pela curva elegante que começa na ponta afiada dos dedos dos pés, mergulha rapidamente no corpo do sapato e estende-se até aos calcanhares¹¹.


       Status

Especialmente após a dinastia Goryeo, o hanbok começou a determinar as diferenças de status sociais através de seus muitos tipos e componentes, e suas características- de pessoas com o maior status social (reis), à pessoas com o menor status social (escravos). Apesar do hanbok moderno não expressar o status ou posição social de uma pessoa, ele era um elemento importante de distinção especialmente durante as dinastias Goryeo e Joseon¹.


Roupas


Hwarot

Hwarot ou Hwal-Ot (활옷) era a vestimenta para a princesa ou a filha de um rei por uma amante, um vestido formal para classe alta, e vestimenta de casamento para mulheres comuns durante as dinastias Goryeo e Joseon. Padrões de bordado populares na época eram flores de lótus, fênix, borboletas e os dez símbolos tradicionais da longevidade: Sol, montanhas, água, nuvens, pedras, pinheiros, o cogumelo da imortalidade, tartarugas, grous brancos, e corça. Cada padrão representava um papel diferente na sociedade, por exemplo: um dragão representava um imperador; uma fênix representava uma rainha; padrões florais representavam uma princesa ou a filha de um rei com uma amante; nuvens e grous representavam os oficiais de alto escalão da corte. Todos esses padrões representam longevidade, boa sorte, fortuna e honra na história coreana. O hwal-ot também tinha faixas azuis, vermelhas e amarelas em cada manga - uma mulher normalmente usava uma saia escarlate e um Jeogori amarelo ou verde, uma jaqueta tradicional coreana. O hwal-ot era usado por cima da saia e Jeogori. A mulher também usava seu cabelo preso em um coque, com um grampo ornamental e uma coroa cerimonial. Uma longa fita ficava presa no grampo, que é conhecido como Yongjam (용잠). Em tempos mais recentes, as pessoas usam o hwal-ot no dia dos seus casamentos, e então a tradição coreana sobrevive até os dias de hoje¹.


Wonsam


Wonsam (원삼) era um sobretudo cerimonial para mulheres casadas na dinastia Joseon. O wonsam foi adotado da China e acredita-se ser um dos figurinos da dinastia Tang que foi concedido durante o período de unificação dos três reinos. Era mais usado pela realeza, mulheres de alto escalão da corte, e mulheres nobres e as cores e padrões representavam os vários elementos do sistema de classes coreano. A emperatriz usava amarelo; a rainha usava vermelho; a princesa da coroa usava vermelho-arroxeado; enquanto a princesa, a filha de um rei com uma amante, e a mulher de uma família nobre ou classes abaixo usavam verde. Todos de classes maiores normalmente tinham duas listras coloridas em cada manga: wonsam amarelo normalmente tinham listras azuis e vermelhas, wonsam vermelho tinha listras azuis e amarelas, e wonsam verde tinha listras amarelas e vermelhas. Mulheres de classes mais baixas usavam diversas listras coloridas e fitas, mas todas as mulheres completavam sua vestimenta com Onhye ou Danghye, sapatos tradicionais coreanos¹.


Dangui

Dangui ou Tangwi (당의) eram vestes para menores cerimônias para a rainha, a princesa, ou a mulher de um oficial do governo de alto escalão enquanto eram usadas durante maiores cerimônias pela classe nobre na dinastia Joseon. Os materiais usados para fazer o Dangui variavam de acordo com a estação, então as mulheres da classe alta usavam um Dangui grosso durante o inverno e usavam camadas mais finas durante o verão.O Dangui poderia vir em diversas cores, mas amarelo e/ou verde eram as mais comuns. Entretanto, o imperador usava um Dangui roxo e a rainha usava um vermelho. Na dinastia Joseon, mulheres comuns usavam Dangui como parte de seus vestidos de casamento¹.


Myeonbok and Jeokui

Myeonbok





Myeonbok (면복) era a veste religiosa e de cerimônias formais do rei enquanto Jeokui (적의) era a veste equivalente da rainha durante as dinastias Goryeo e Joseon. O Meyonbok era composto do Myeonryu-Gwan (면류관) e Gujang-bok (구장복). Myeonryu-Gwan continha miçangas, que pendiam e deveriam prevenir o rei de ver maldade.Também tinham chumaços de algodão nos lados esquerdo e direito do Myeonryu-Gwan, e eles deveriam tornar o rei alheio à influência dos oficiais corruptos. O Gujak–bok era preto, e ele levava os nove símbolos, que representavam o rei¹.

Os nove símbolos

  1. Dragão: A aparência de um dragão significava a forma que o rei governava e consequentemente equilibrava o mundo¹.
  2. Fogo: Era esperado que o rei fosse inteligente e sábio para governar seu povo de forma eficiente, como uma luz guia representada pelo fogo¹.
  3. Faisão: A imagem do faisão representava grandeza¹.
  4. Montanha: Da mesma forma que uma montanha é alta, o rei estava no mesmo nível em relação a status social e merecia respeito e adoração¹.
  5. Tigre: O tigre representava a coragem do rei¹.
  6. Macaco: Simbolizava sabedoria¹.
  7. Arroz: Como as pessoas precisam do arroz para viver, o rei era comparado com alimentos pela sua responsabilidade de proteger o bem estar de seu povo¹.
  8. Machado: Indicava a habilidade de salvar e acabar com vidas¹.
  9. Plantas aquáticas: Outra representação da grandeza do rei¹.


Jeokui

Jeokui or Tseogwi (적의) era arrumado pelo uso de diferentes cores como um símbolo de status dentro da família real. A emperatriz usava o Jeokui roxo ou vermelho, a rainha usava rosa, a princesa da coroa usava azul escuro. "Jeok" significa faisão, então era comum bordados deste animal nos Jeokui¹.


Cheolique

Cheolique ou Cheolick ou Cheollik (철릭) era uma adaptação coreano da túnica mongol, importada durante o final do século 1200, durante a dinastia Goryeo. Cheolique, diferente de outras vestimentas coreanas, é a fusão de uma blusa com um saiote em uma única peça de roupa. A flexibilidade da roupa permitia facilidade ao cavalgar e praticar arqueria. Durante a dinastia Joseon, ela continuou a ser usada pelo rei e oficiais militares em tais atividades. Era normalmente usada como uniforme militar, mas ao final da dinastia Joseon, começou a ser usada em situações mais casuais. Uma característica única permitia a separação das mangas do Cheolique, que poderiam servir de bandagem se a pessoa que usava se feria em combate¹.


Ayngsam

Ayngsam (앵삼) era a vestimenta formal de estudantes durante o exame nacional do governo e cerimônias governamentais. Era tipicamente amarelo, mas os estudantes com maiores notas no exame eram premiados com a possibilidade de usar um Aengsam verde. Se o estudante com maior nota fosse jovem, o rei o premiava com um Aengsam vermelho. Era similar ao namsam (난삼) mas em cores diferentes¹.


         Diferenças do Hanbok para outras roupas tradicionais 

Hanbok (Coréia) 

O Próprio Hanbok é a vestimenta tradicional do povo coreano por milhares de anos. O hanbok antigamente era de uso cotidiano, onde os homens usam melhor com calças e as mulheres vestiam o jeogori com saia. Hoje em dia se usa o hanbok apenas em eventos tradicionais como o Seollal (ano novo lunar) e o Chuseok (dia de ação de graças coreano)¹².

Antigamente as cores tinham significado social, pois se usavam para distinguir o povo da realeza, as mulheres casadas das solteiras, e inclusive atualmente, a mãe da noiva e a do noivo¹².


Kimono (Japão)

O kimono, é o traje tradicional japonês, onde era comum se usar nos primeiros anos na pós guerra¹³.

Os kimonos têm a forma da letra T e chegam até  a parte baixa do corpo, com a parte do colo em forma de V, e mangas amplas¹³.

Há vários tipos de kimonos usados por homens , mulheres e crianças. O corte, a cor, a decoração, variam de acordo com o gênero, a idade, o estado civil, a época do ano e a ocasião. O kimono se veste cobrindo todo o corpo de forma que se envolve uma faixa chamada obi. Antigamente, o kimono era confeccionado com um material rústico, mas, o Japão foi influenciado pela cultura chinesa e coreana, e começou a usar a seda¹³.

Os acessórios para acompanhar o kimono são o chinelo de madeira e sandálias baixas feitas de algodão e couro e os tabis que são meias tradicionais que separam o dedão do resto dos dedos para calça-la. Para os homens, têm kimonos com diversos estilos e características. As mangas do kimono masculino estão unidas ao corpo apenas por um centímetro independente em parte inferior. As mangas masculinas são menos largas do que a feminina para acomodar a obi ao redor da cintura delas¹³.


Hanfu (China)

O Hanfu, é a vestimenta tradicional chinesa também conhecida como Hanzhuang, Huafu, ou Guzhuang, é usada pela etnia Han da China que por muito tempo foi a maioria da população chinesa antes da dinastia Qing¹⁴.

O Hanfu existe a mais de 3.000 anos, e desde o momento de sua criação, esteve relacionado com a seda, material descoberto na época da dinastia Shang, desenvolvendo as primeiras versões da vestimenta, consiste em um Yi, uma túnica de corte estreito que chegava a altura do joelho, junto com uma Chang, saia estreita que chegava ao tornozelo. Tinham cores primárias intensas e tons verdes, devido às limitações da época¹⁴.


           Hanbok nos Tempos Modernos 

Apesar do hanbok ser uma roupa tradicional, ele tem voltado a se popularizar na moda moderna¹⁵. Marcas contemporâneas, como o Hanbok Moderno da “The Korean in Me”¹⁶ e da Kim MeHee¹⁷, incorporaram designs tradicionais em suas roupas modernas de luxo. O hanbok moderno teve destaque na alta-costura internacional; nas passarelas, em 2015 quando Karl Lagerfield vestiu modelos coreanas para a Chanel, e durante a Paris Fashion Week em fotografias por Phil Oh¹⁸. Também foi usado por celebridades internacionais, como Britney Spears e Jessica Alba, e atletas, como a tenista Venus Williams e o jogador de futebol Hines Ward¹⁹.

O Hanbok também é popular entre celebridades asíatico-americanas, como Lisa Ling e a Miss Asia 2014, Eriko Lee Katayama²⁰. A roupa também fez aparições no tapete vermelho, e foi vestida por Sandra Oh no prêmio SAG Awards, e pela mãe de Sandra Oh que fez história na moda em 2018 por vestir um hanbok no Emmy Awards²¹.


O governo sul-coreano tem apoiado o retorno do interesse no hanbok patrocinando designers de moda²². O hanbok tem se tornado viral na moda urbana e em clipes musicais. Foi usado por artistas notáveis de K-pop como Blackpink em seu clipe para “How You Like That” e BTS em “Idol”²³ ²⁴.


Em Seul, um turista vestindo hanbok ganha gratuidade em sua visita aos Cinco Grandes Palácios: Changdeokgung, Changgyeonggung, Deoksugung, Gyeongbokgung e Gyeonghuigung.


Em novembro de 2019, uma pequena marca de hanbok modernizado chamada Zijangsa (Hangul: 지장사) experimentou um aumento inesperado em suas vendas ao ponto do produto esgotar em seu site oficial após artistas como Jungkook e V do grupo BTS usarem hanbok da marca. Atualmente, muitas lojas e marcas como Leesle e Danha Seoul oferecem Hanboks modernos. Além disso, desde outubro de 2020, as escolas coreanas começaram a incorporar uniformes inspirados em Hanbok, que foi introduzido pelo Hanbok Advanced Center²⁵.


Fontes:

 ¹  Hanbok

<https://en.wikipedia.org/wiki/Hanbok#Accessories>

²Jeogori - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

 <https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/7162>

³ Chima - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/7212>

⁴ Baji - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/7016>

⁵ Po - Headword - Korean Clothing - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/7237>

⁶ Jokki - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/7178>

⁷ Magoja - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/6971>

⁸ Binyeo - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/7043>

⁹ Norigae - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/6909>

¹⁰ Daenggi - Headword - Korean Chothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/6947>

¹¹ Danghye - Headword - Korean Clothing  - Encyclopedia of Korean Folk Culture. Available on:

<https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/6938>

¹²Hanbok

<https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Hanbok>

¹³Kimono

<https://en.m.wikipedia.org/wiki/Kimono>

¹⁴Hanfu

<https://en.m.wikipedia.org/wiki/Hanfu>

¹⁵

<https://www.vogue.com/article/hanbok-street-style-seoul-korean-traditional-dress>

¹⁶

<https://thekoreaninme.com/>

¹⁷

<https://kimmehee.wordpress.com/>

¹⁸

<https://www.vogue.com/article/hanbok-street-style-seoul-korean-traditional-dress>

¹⁹

 <http://www.sweetandtastytv.com/blog/2013/07/25/8-american-celebrities-wearing-hanbok>

²⁰

<https://kimmehee.wordpress.com/>

²¹

<https://www.yahoo.com/news/sandra-ohs-mother-makes-history-wearing-traditional-hanbok-red-carpet-082913406.html>

²²

<https://koreajoongangdaily.joins.com/2017/12/12/etc/Designers-add-a-modern-twist-to-hanbok-style-Government-is-keen-to-show-the-world-the-versatility-of-Koreas-traditional-attire/3042015.html>

²³

<https://www.sbs.com.au/popasia/blog/2018/08/23/11-times-bts-rocked-traditional-korean-clothing>

²⁴

<https://www.koreaboo.com/news/everything-need-know-blackpink-traditional-korean-hanbok-outfits-in-howyoulikethat-mv/>

²⁵

<https://www.kocis.go.kr/eng/webzine/202003/sub03.html>